
A Divisibilidade: A Visibilidade a Dois
A mulher divide-se em gestos particulares
o homem divide-se também. Se o átomo é
divisível só o poeta o diz.
A mulher divide-se em gestos
extremos coloridos arenosos destilados.
Dois homens são duas divisões de uma
casa que já foi um animal de costas
para o seu pólo mágico.
A divisibilidade da luz aclara os mistérios.
A mulher tem filhos. Descobrem-se
partículas soltas um dedo mínimo
o peso menos pesado da balança
um cabelo eloquente em desagregação.
Gestos estrídulos dividem a mulher
O homem divide-a ainda.
Luiza Neto Jorge

Por decisão régia, a 31 de Maio de 1790 são criadas em Lisboa 18 escolas para raparigas. São as primeiras escolas femininas em Portugal.

O Vitória de Setúbal conquistou a Taça de Portugal, ao vencer o Benfica por 2-1. Justa conquista do conjunto sadino, que foi mais determinado na disputa do troféu.
Parabéns, Vitória de Setúbal !
Joeano, qual 12º jogador da equipa da Luz, gelou o Dragão com um golo e incendiou as bancadas do Bessa, provocando uma erupção de felicidade indescritível. “
in Jornal “PÚBLICO”
Este texto espelha bem como foi a conquista do título de campeão nacional 2004/05 pelo S. L. Benfica, conjugada com uma grande atitude e espírito de sacrifício, um título ganho com justiça, dado que foi a equipa mais regular dos “grandes". 
Parabéns ao campeão, parabéns S. L. B. !
Viva o Glorioso !
Quem não se lembra do país ter parado para ver o ultimo capítulo de Gabriela Cravo e Canela, correndo até o boato de que certo Conselho de Ministros terá mesmo sido interrompido pelo tempo que durou o último episódio de "Gabriela", pois ninguém no país queria perder o desfecho desta produção da TV Globo ?
Foi a 16 de Maio de 1977 que se deu a estreia na RTP de Gabriela, a primeira telenovela brasileira apresentada em Portugal, que veio revolucionar os nossos gostos, hábitos e sobretudo atitudes. Um romance desse monstro sagrado da literatura mundial, o brasileiro Jorge Amado.
O comovente romance de amor do árabe Nacib (Armando Bogus) e da mulata Gabriela (Sónia Braga) foi acompanhada pelos portugueses durante 7 meses (de Maio a Novembro), 5 dias por semana, no horário nobre.
...
(E se fechassemos a janela da Glorinha?)
Recordarão que a solução apontada pelas boas famílias da terra (ILHÉUS), para «acabar» com a prostituição que as inquietava e ofendia, era a de obrigar a Glorinha a fechar a janela que dava para a praça e donde ela costumava, em momentos de lazer, espreitar a vida da pequena cidade.
Quem não se lembra das “mães de Bragança” e … ?!...

Era de minha mãe: é um pobre xale,
Que tem p’ra mim uma carícia de asa.
Vou-lhe pedir ainda que me fale
da que ele agasalhou em nossa casa.
Na sua trama, já puída e lassa,
Deixo os meus dedos p’ra senti-la ainda;
E Ela vem, é Ela que me abraça,
Fala de coisas que a saudade alinda.
É a minha mãe mais perto, mais pertinho,
Que eu sinto quando toco o velho xale,
Que guarda não sei quê do seu carinho.
E quando a vida mais me dói, no escuro,
Sinto ao tocá-la como alguém que embale
E beije a minha sede de amor puro.
António Patrício
in “Poesias”

Durante muito tempo eu fui criança, e sempre olhei para as pessoas adultas com o respeito que se dá aos pais. Aquele respeito feito de admiração e de algum temor. A minha mãe explicava-me que um dia eu ia crescer e ser adulta também e isso sempre me fez ficar cheia de medo.
Como é que um dia eu poderia ser mãe também. Eu nunca poderia ser responsável por outra pessoa, nunca saberia o que fazer, ou o que dizer quando me pusessem as perguntas que eu nessa altura punha.
Um dia pensei que urinara sangue e a minha mãe explicou-me que eu já era uma mulherzinha. Fiquei cheia de medo, não sei se do sangue se de ser uma mulherzinha. Mas isso tudo já foi há muito tempo e se hoje me vem à memória é porque hoje tudo me vem à memória. Cresci e conheci muita gente que mudou a minha vida, saí de casa dos meus pais mas sempre soube que tinha, em ti mãe um apoio incondicional mesmo quando cometi tantos erros pela vida fora.
Um dia nasceu a Rita e eu passei ao estatuo de mãe mas e ao contrário do que vem nos livros, com o nascimento da minha filha não fiquei mais adulta nem, por instinto, fiquei a saber como deveria lidar com ela. Na verdade ela agora tem doze anos e ainda não aprendi a fazê-lo.
Mas em cada dúvida, em cada crise, tu lá estavas mãe à distancia de um telefonema. E se nem sempre me davas conselhos sempre me ouvias e mesmo quando eu fizera asneira grossa tinhas aquela capacidade de perdoar que apenas as mães podem ter. Olhava para ti com imenso amor mas por vezes com um pouco de raiva e de ciúme por saber que nunca a Rita me veria com os mesmos olhos que eu te via a ti. Parece piada o que vou dizer mas sempre te achei uma pessoa talhada para ser mãe, uma mãe profissional e eu continuo a ser apenas uma amadora, mais uma tentativa frustrada de que a minha vida está cheia.
Quando o pai morreu, foste tu que tiveste de me animar e encorajar a seguir a minha vida em frente ao invés de ter sido eu e o mano a apoiar-te. Choraste connosco no funeral mas mal chegamos a casa foste fazer uma chávena de chá porque a vida tinha de continuar e um chá ajuda a acalmar.
No dia em que o Francisco saiu de minha casa com a oferecida daquela lambisgóia e em que a Rita teve o descaramento de ir com ele, foste tu também que me ensinaste a não deixar que tal estragasse o amor que tenho pela minha vida. Mãe, tu ensinaste-me tudo, quase tudo: só não me ensinaste o que eu devo fazer agora sentada a tua cabeceira a desfiar memórias antigas enquanto um cancro te consome.
Mãe, precisava de te ter aqui, ao meu lado, para poder fazer o que está certo.
Mãe eu ainda sou uma menina, uma menina que precisa de ti, que pode já ter trinta e oito anos mas que ainda te telefona para me dizeres o número de ovos que devo pôr no bolo mármore ou te pergunta se devo ou não deixar a Rita ir dormir a casa de uma amiga.
Sou uma menina pequenina que precisa de ti, que precisa de saber que faça o que fizer, terá sempre o teu amor incondicional e o teu ombro amigo para se refugiar.
Foi nessa altura que a minha mãe me apertou a mão com as poucas forças que lhe restavam e eu percebi que conseguia ouvir a voz dela mesmo agora que tinha acabado de partir. Eu tinha razão, continuaria a precisar dela para todo o sempre mas ela também tinha razão a vida tinha que ser levada para a frente e fui para casa fazer uma chávena de chá para mim e para o meu irmão.
Pedro Farinha
(www.geocities.com/letraspaganini)
A Editora Corpos comemora amanhã, 07.Maio.2005 (sábado), entre as 14h00 e 02h00 da manhã,no Parke, Francelos, Vila Nova de Gaia (Rua Dr. Pedro Vitorino, 148), o seu 5º aniversário com um vasto programa, do qual destacamos pelas 16H30: - Lançamento do Livro de "Vislumbro um sussurro breve" de Maximina Girão.

Novamente Portugal numa final europeia de futebol, a quarta consecutiva, F.C.Porto na final da Taça UEFA e Campeões Europeus, selecção portuguesa no Campeonato da Europa, e agora através do Sporting C. P. a quem rendo a nossa homenagem. Parabéns, leões !
Na entrega de computadores ás Escolas do Concelho, Valentim Loureiro fez rasgados elogios ao vereador Fernando Paulo, explicando o porquê de o considerar o melhor, "pois como sabem ele é solteiro e por isso dedica a sua vida á Autarquia".
Como sabem Valentim Loureiro é casado, por isso, é o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Presidente da Liga, Presidente da Área Metropolitana, Presidente do Metro, … . Ai, se ele fosse solteiro !...

É hoje de tarde (15h), que é levado à cena, no Auditório Municipal de Gondomar, a primeira de duas representações do espectáculo LÁ HÁ ÍNDIAS MUI FORMOSAS, uma recriação a partir do AUTO DA ÍNDIA, de Gil Vicente, pelo Clube de Teatro da Escola Secundária de Gondomar, no qual também participa o Clube de Dança, com coreografias próprias. Não faltes !
A segunda apresentação será na manhã (10h) do próximo dia 6 (sexta-feira).
Ver mais informação em http://faroldasletras.com.sapo.pt/clube_de_teatro.htm
Será que o PSD na escolha dos candidatos para as Autárquicas 2005 vai ter dois pesos e duas medidas ?!...