2 Dedos de Prosa e Poesia está a chegar ao fim (da 1ª edição, julgamos). Alcançamos o limite do espaço “arrendado”. Vamos mudar para outra loja. Em breve, voltaremos.
2007 está a chegar ao fim e nada melhor que participar na 1.ª edição da Corrida São Silvestre em cicloturismo organizada por este blog, agendada para domingo, que contará com vários nomes sonantes da modalidade. As inscrições estão abertas desde ontem, e já temos um ricu lote de inscritas, prontas a pedalar… Não se atrasem que as inscrições são limitadas. Boas entradas, com tudo!...
De mãos e de sonhos renasço de novo
em gestos de amor, desenho, cartão,
em festas de escola e até redacção,
do grande ao pequeno a todos eu movo.
Sou velho e menino, rei abençoado,
sou estrela em pinheiro, bola d’azevinho,
sou prenda fechada com lindo lacinho,
sou neve, ternura, brinquedo esperado.
No mês de Dezembro na Terra eu vivo.
Em lugar de ódios sorrisos consigo,
dar sinos de paz ao mundo procuro.
Meu nome é pequeno, não chega para um verso,
mas na fantasia sou um universo.
Eu sou o Natal... e vou para o futuro.
Otis Redding nasceu em 9.Setembro.1941 e faleceu num acidente de avião (explosão numa montanha de Wisconsin) a 10.Dezembro.1967. Foi um Grande Cantor soul, conhecido pelo seu estilo passional. Disfrutem de algumas canções, inclusive a que se tornou mais famosa "(Sittin' on) the Dock of the Bay".
A.D.G. - ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO DEFICIENTE DE GONDOMAR
VENDA DE POSTAIS DE NATAL 2007
Estes postais foram elaborados por jovens com deficiência que frequentam o Centro de Actividades Ocupacionais da ADG – Associação de Apoio ao Deficiente de Gondomar.
Colabore com esta Instituição adquirindo as 3 colecções, valorizando o trabalho destes artistas.
É loira, veste sobriamente,
E toda a gente
A deve ver,
Como eu a vejo,
Naquela posição de desejo,
Sem ebulição.
Mortiça e de olhar vago,
Está ali para acusar
Qualquer acusação,
Chamar-se-á Madalena?
Tem os cabelos compridos,
As calças justas,
Não convive com as outras prostitutas
De modos desabridos.
Não sorri, não se oferece,
É uma inquilina da rua
Que não conhece a vizinhança.
Um dia hei-de ver a sua alma,
Nua,
Dramaticamente calma,
Que se negoceia sem esperança
Numa fonte
Onde Jesus não vai beber.
Chamar-se-á Madalena,
Ou nem terá de que se arrepender?
A. Neves Pinheiro
in jornal dos “Poetas & Trovadores”
RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA No dia 1 de Dezembro de 1640, 40 fidalgos, romperam pelo Paço da Ribeira, tendo aprisionado a regente do reino, a Duquesa de Mântua, e morto Miguel de Vasconcelos, seu secretário. Nesse mesmo dia, foi aclamado Rei de Portugal D. João IV, Duque de Bragança, o qual ficou conhecido como “ O Restaurador”. Assim terminou o reinado dos Filipes de Espanha, que durou de 1580 a 1640.
MUNDIAL DA SIDA
Pensa em ti e nos outros.
S.L.BENFICA - F.C.PORTO
Que vença o melhor. E o melhor que seja o SLB, claro.
X A I L E é um novo projecto no panorama musical português, que conta com as bonitas e talentosas Lília, Maria e Bia, todas elas cantoras e instrumentistas e as presenças dos fundadores da banda Rui Filipe e Johnny Galvão.
Os Xaile juntam a música tradicional portuguesa com sonoridades tão distintas como o funk, o jazz e o hi-pop. Uma mistura que o torna um projecto único em Portugal.
Xaile traz 14 temas, dos quais se destacam "Ai Linda, Ai Linda", "Quer eu Queira, Quer Não" , “Haja Saúde” e "Onde for o Amor".
PS.: Um CD que é uma excelente oferta para o Natal. Aconselhamos vivamente.
Helena Roseta afirmou estar muito preocupada com as notícias sobre o acordo entre o PS e o PSD relativo à lei eleitoral autárquica que consagra os executivos monocolores .
«Se se confirmar o acordo sobre os executivos monocolores, será um duro golpe contra a democracia participativa» , afirmou. «Todos falam em mais transparência e mais participação mas o que parece vir aí é precisamente o contrario» , disse, acrescentando que, «com os executivos monocolores, diminuirá substancialmente a capacidade de escrutínio das autarquias».
Para Helena Roseta, «o argumento avançado para justificar os executivos monocolores - de aumentar a eficácia das decisões autárquicas - não colhe porque não há na história das autarquias portuguesas casos de paralisia atribuídos à existência de vereadores da oposição».
Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa.
Uma qualquer pessoa que a recebesse
num jeito de tão sonâmbulo gosto
como se um grão de luz lhe percorresse
com um dedo tímido o oval do rosto.
Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse
e em silêncio dissesse: para si.
E uma qualquer pessoa, como um luar, nascesse,
e sem sorrir, sorrisse,
e sem tremer, tremesse,
tudo num jeito de tão sonâmbulo gosto
como se um grão de luz percorresse
com um dedo tímido o oval do rosto.
Na minha mão estendida dar-lhe-ia
o gesto de a estender,
e uma qualquer pessoa entenderia
sem precisar de entender.
Se eu fosse o cego
que acena com a mão à beira do passeio,
esperaria em sossego,
sem receio.
Se eu fosse a pobre criatura
que estende a mão na rua à caridade,
aguardaria, sem amargura,
que por ali passasse a bondade.
Se eu fosse o operário
que não ganha o bastante para viver,
lutava pelo aumento do salário
e havia de vencer.
Mas eu não sou o cego,
nem o pobre,
num o operário a quem não chega a féria.
Eu sou doutra miséria.
A minha fome não é de pão, nem de água a minha sede.
A minha mão estendida e tímida, não pede.
Dá.
Esta é a maior miséria que, em todo o mundo: há.
E eu que precisava tanto, tanto, de dar qualquer coisa a uma
qualquer pessoa!
E se ela agora viesse?
Se ela aparecesse aqui, agora, de repente,.
se brotasse do chão, do tecto, das paredes,
se aparecesse aqui mesmo, olhando-me de, frente
toda lantejoulada de esperanças
como fazem as fadas nos contos das crianças?
Ai, se ela agora viesse!
Se ela agora viesse, bebê-la-ia de um trago,
sorvê-la-ia num hausto,
sequiosamente,
tumultuosamente,
numa secura aflita,
numa avidez sedenta,
sofregamente,
como o ar se precipita
quando um espaço vazio se lhe apresenta.
Uma senhora muito bonita procura um tatuador e pede-lhe:
- Faça-me na minha nádega esquerda um lindo coelhinho de Páscoa.
O tatuador trabalhou e fez um perfeito coelhinho, que ela adorou.
- Agora, faça-me um Pai Natal com o seu saco de presentes na minha nádega direita.
O tatuador trabalhou e fez um lindo trabalho, que ela aprovou incondicionalmente.
Ela perguntou quanto era, pagou e, quando ia sair, o tatuador perguntou:
- Minha senhora, o seu pedido para mim foi inédito e isso deixou-me muito curioso. Por favor, diga-me, porquê um coelho de Páscoa numa nádega e um Pai Natal na outra?
Ela respondeu:
- É para eu calar a boca do meu marido, que está sempre a dizer que lá em casa não há nada de bom para comer entre a Páscoa e o Natal...!
Calma, riam devagar, caso contrário, ainda arranjam alguma hérnia inguinal, de tanto rir. É que acabo de ser operado à 2ª e vou ganhar uma gira tatuagem!...
PS.: Este post é ainda efeito da anestesia, não?!...
Dir-se-á de um desgraçado que nem defunto tem descanso. Acossado pelo gozo dos outros enquanto foi vivo, morto no excesso de uma dessas brincadeiras mal calculadas, João José de Almeida Inácio, descoberto na semana passada preso à grade de um café na aldeia da Borralheira, no Teixoso, Covilhã, continua a ser perseguido no eterno descanso. Foi sepultado num quinhão de terra que já teria dono...
Como a sina de bobo da corte de que aquele homem de 42 anos foi alvo durante anos, o boato circula na localidade com pormenores de malvadez. João Inácio terá que ser "desenterrado", diz-se à boca cheia.
O mal é que a estória, confirmada junto de um irmão da vítima, tem ponta por onde se lhe pegue. "A campa estava apalavrada". António José Almeida de Jesus foi avisado do problema pela solidariedade sem tacto de um vizinho, no próprio funeral do irmão. Enquanto assistia consternado à displicência com que fora aberta a cova - "teve que entrar para lá um homem abrir mais um bocado, que a urna nem cabia!" - ouviu dizerem-lhe que o terreno "estava vendido".
Sem conseguir falar com o presidente da Junta do Teixoso, António José Almeida foi desde então confirmando parte do boato. Segundo funcionários da autarquia, a compra do terreno "foi falada", mas não concretizada. E a esposa do interessado na aquisição admitiu que estava apalavrada, embora ela preferisse para última morada outro canto do enorme cemitério vazio da Borralheira.
O certo é que João Inácio foi sepultado numa vaga que não fazia grande sentido bem no meio de uma das três filas de campas arrumadas a um canto do cemitério. "Não acredito que não haja nada escrito. Aquela campa sempre esteve marcada para aquela família. Acha normal que se deixe um espaço vazio e se continuem a enterrar pessoas a seguir na fila?"
O desespero de António Almeida não tem descrição. "Escreva a pouca-vergonha que vai por aqui!". A mesma que, conta, fez com que uma senhora do Teixoso chegasse junto à sepultura de um familiar morto havia anos insuficientes para se transformar em pó e encontrasse lá outro falecido, enterrado de fresco. "O povo da Borralheira está revoltado", diz.
João Inácio foi encontrado morto na manhã de 28 de Outubro. Preso à grade de um café e à roda de um carro ali estacionado e rodeado de garrafas vazias. Terá morrido por asfixia, com o álcool que lhe fizeram beber. Era divorciado, desempregado e "bebia o seu copito".
Ivete Carneiro
in “Jornal de Notícias” de 05/11/2007
PS.: Que dizer, que escrever, só sentir… e …!...
Quem me leva os meus fantasmas?
Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
Eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
Marinheiros perdidos em portos distantes,
Em bares escondidos,
Em sonhos gigantes.
E a cidade vazia,
Da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
[Carta XII]
[São Cosme, 15 de Julho de 1854, Sábado]
Sábado - dez da manhã.
Nunca esperei carta tua com tanta ansiedade como a que experimento desde ontem: nunca vi aproximarem-se as horas de a receber com tanto sobressalto e agitação como agora.
O que me dirás?
Escreves-me talvez neste momento em que eu ainda sem ter recebido a tua carta, principio a escrever-te a que deve ser a resposta!
O que se passa, pois, no teu coração, que vem ecoar tão profundamente no meu?
É impossível que esta hora não seja de grande peso, e de grande influência para a minha vida, porque eu sinto alguma coisa de muito estranho a dominar-me.
Não poderia dizer-te precisamente o que é; porém sentindo-me ligada a ti tão estreitamente que, se o ar que respiro não é o que respiras, a vida que vivo deve ser a que tu vives, experimento ao mesmo tempo alguma coisa de tão lacerante que deve semelhar-se ao que deveria sentir, se quebrasse esta cadeia invisível que me prende a ti!...
Espero a tua carta: não posso escrever-te mais, assim como não posso deixar de o fazer.
Às três horas da tarde
Compreendo-te!
O meu coração não se tinha enganado! Ele devia sentir o que sentiu nessas horas que passaram.
Deus, na sua bondade infinita permitiu que eu tivesse com antecipação o pressentimento da impressão que ia receber, como se quisesse - por um excesso d’amor - preparar-me para ela. E do meu coração que se ergue até ao Seu trono um louvor infinito pela força que me dá, e que parte para ti, um agradecimento imenso e profundo pela delicadeza com que procuras fazer-me ver a verdade.
Eu devia compreender-te, e compreendi-te, até mesmo no que me não disseste.
”Ao teu abismo não pode já descer a mão d’alguém!”
Não pode? Seja.
Eu compreendo-te — acredita-o.
Se a nossa correspondência deve terminar — termine, pois — não quero, nem preciso saber porquê.
Não pode continuar?... Basta; não continuará. Nenhuma mulher se engana a respeito do sentimento que inspira, e das impressões que causa: eu não quero, nem tento iludir-me.
Os teus versos, são a resposta à minha carta de 5ª feira — recebi-
-os como recebo tudo de ti; recolhi-os no coração, e guardo-os lá como guardo a crença, e a esperança d’uma vida melhor.
Adeus.
Acredita que em todo o tempo, seja qual for o destino que no futuro tenha de cumprir, serás para mim sempre o mesmo homem que foste desde que o teu nome me chegou ao coração: o mesmo que és neste instante em que te escrevo— aquele que ninguém ainda em ti encontrou — e por isso o sentimento que te dou, a ninguém o dei, e de ninguém o receberás. Pelo coração sempre tua irmã "
Gertrudes
in "Os manuscritos Gertrudes ...diário íntimo e cartas de amor de Gertrudes da Costa Lobo a Camilo Castelo Branco"
por Manuel Tavares Teles
Sessão de apresentação do livro infanto-juvenil Era uma Vez 1, 2, 3, de Eugénia Suspiro, com ilustrações de Aurélio Mesquita, na Escola Secundária de Rio Tinto, amanhã, Sábado (10.Novembro), pelas 16h00.
Apresentação, a cargo de Jorge Morais C. Dias, conta com a actuação do Grupo Infantil e Juvenil de Danças e Cantares de Joane.
A Autora
Eugenia Suspiro nasceu a 30 de Setembro de 1970, em casa dos avós, em Gandarela de Basto, concelho de Celorico de Basto.
Foi, ainda muito pequena, para França (a salto), onde viveu 19 anos. Estudou e cresceu em Chazay d'Azergues, nos arredores de Lyon.Aos 19 anos volta para Portugal e casa. Tem um filho com 11 anos.
Começa a participar em concursos literários e jogos florais, nas modalidades de poesia, conto, quadra. Obtém diversos prémios e menções honrosas, de norte a sul do país.
Desde criança que se sente fascinada por contos de fadas, mitos e lendas.
"Porque nem sempre a vida é feita de algodão doce, hoje escrevo histórias de encantar..."
Neste mundo de betão-armado
há que dizer palavras objectivas
objectivas
Quando o amor não é mais
que o sentir das paixões subjugadas
há que saber amar simplesmente
simplesmente
Se houver vontade de clamar alto
a revolta contida em anos de luta
há que aceitar a vontade do-mais-forte
do-mais-forte
Até que um dia
o sexo
o grito
a nostalgia
que nasce da demência colectiva
se masturbe em espirais de orgia
da orgia
Neste mundo de betão-armado
há que dizer palavras simples
objectivas
Festa de anos
Se quiseres vir
à minha festa de anos
não precisas trazer nada
Vem apenas como és
com os cabelos apanhados
para ver bem o teu rosto
de amêndoa amarga
Porque sei que após o primeiro beijo
o desejo transforma em doçura
a loucura, os beijos e abraços
os instantes em pedaços, os corpos
em chamas, os vulcões em lava
ardente, demente de cansaços
até que o dia acorde a melancolia
o desejo, recomeçado
Arma e flor
Vou descansar
de muitos cansaços
devassos
Pensar devagar
as agitações sem tempo
tentar entender porque sou assim
gatilho, bala, explosivo
e flor sempre pronta
a desabrochar
e a morrer, desconsolado
Quero perceber o porquê
das emoções e a variação
das estações, tão de repente
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Telma Monteiro, 21 anos, sagrou-se vice-campeã do Mundo de judo na categoria de menos de 52 kg, no Rio de Janeiro, garantindo desde já a qualificação para os Jogos Olímpicos. A atleta do S. L. Benfica alcançou o maior feito da história do judo nacional em campeonatos do mundo ( Portugal até agora apenas tinha conseguido conquistar cinco medalhas de bronze em edições anteriores).
Num combate muito táctico e com poucas variantes nos ataques, Telma Monteiro perdeu para a chinesa Junjhe Shi na final, e somente por uma curtíssima desvantagem pontual.
«Estou bastante satisfeita. É claro que, uma vez na final e em vantagem no combate, gostava de ter ganho. No entanto foi um dia fantástico. Foi bom para mim e para o judo porque consegui levar a modalidade q um patamar acima», afirmou a judoca à chegada a Lisboa.
O Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Gondomar e a Federação das Colectividades do Concelho de Gondomar organizam, de 8 a 16 de Setembro, a VI Feira do Livro, no Largo do Souto, com o seguinte programa:
O insolúvel enigma deste Verão foi o silêncio que se instalou sobre o caso PSD/Somague. Em plena "silly season", quando os assuntos pingam como uma torneira do SMAS no Agosto, o pagamento pela Somague de 233 415 euros de despesas do PSD com as autárquicas de 2001 parecia um maná caído dos céus. Ainda por cima, a coisa prometia José Luís Arnaut, secretário-geral do PSD à altura, assumiu a responsabilidade "objectiva" pelo "financiamento ilícito", empurrando, porém, as culpas para Vieira de Castro, seu adjunto, que, como que por acaso, está doente e não pode defender-se, o mesmo fazendo também Durão Barroso. Mais: logo após, o Governo de Barroso, ainda por mera coincidência, terá anulado um concurso público perdido pela Somague. Por que é que os partidos do chamado "arco governativo", do PS da "máfia das sentenças/jogo do bicho/legislativas no Brasil" ao CDS de Jacinto Leite Capelo Rego, fogem do assunto como se ele mordesse? Por que é que, no PE, foram deputados belgas, e não portugueses, quem questionou Barroso? Porque é que nem o justiceiro anticorrupção Saldanha Sanches nem o profuso professor Marcelo se interessaram pelo caso? Por que é que os jornais passaram rapidamente por ele como cão por vinha vindimada? Há coisas fantásticas, não há?
A atleta do Benfica, Vanessa Fernandes, que completa no próximo dia 14, 22 anos, conquistou no passado sábado (01.Setembro.2007) o seu primeiro título mundial (Campeã do Mundo de Triatlo Elite Feminina), numa prova que decorreu em Hamburgo (Alemanha).
Enquanto a televisão pública transmitia o Red Bull Race, mais de 300 mil pessoas assistiam nas ruas de Hamburgo à vitória que faltava a Vanessa Fernandes, num vastíssimo palmarés.
Uma mulher de fibra, genuinamente portuguesa. Parabéns.
O jovem (23 anos) benfiquista Nelson Évora conquistou a medalha de ouro no triplo salto nos Mundiais de Atletismo que decorrem em Osaka (Japão), com a marca de 17,74 metros.
O atleta que nasceu na Costa de Marfim, filho de pais cabo-verdianos, naturalizado português em 2002, afirmou:“Ainda não consigo acreditar que o fiz... Estou muito feliz…Tudo o que adquiri do atletismo foi em Portugal. É aí que tenho as minhas raízes”.
Nova invenção nos EUA para garantir mais segurança aos estudantes.
Uma mochila à prova de bala. À primeira vista pode parecer estranho, mas face à violência registada nos últimos anos nas escolas norte-americanas, os inventores dizem que pode salvar vidas.
Por fora é uma mochila como tantas outras, mas as grandes diferenças estão no interior. É revestida por uma placa feita de um material resistente ao impacto de balas e também a armas de perfuração, como facas.
Os autores dizem que a mochila tem o mesmo tipo de certificação dos coletes da polícia, mas com mais vantagens. Pode ser adquirida por 175 dólares, cerca de 130 euros.
No centenário do nascimento de Miguel Torga, a RTP2 homenageou o escritor num excelente documentário biográfico: VIDAS
O MEU PORTUGAL - BIOGRAFIA DE MIGUEL TORGA
Colocamos vídeo de Angel Alonso - CAFÉ CON LIBROS retirado do YouTube:
Poeta, sim, poeta...
É o meu nome.
Um nome de baptismo
Sem padrinhos...
O nome do meu próprio nascimento...
O nome que ouvi sempre nos caminhos
Por onde me levava o sofrimento...
Poeta, sem mais nada.
Sem nenhum apelido.
Um nome temerário,
Que enfrenta, solitário,
A solidão.
Uma estranha mistura
De praga e de gemido à mesma altura.
Martelo as teclas porque sou estúpida.
Não devo explicações a ninguém e não existe um motivo sóbrio, um que seja, que me desponte uma vontade de justificação perante os outros, e esses outros são tanto ou mais estúpidos do que eu, primeiro porque se vão dar ao trabalho de ler isto e porque vão chorar estupidamente quando encontrarem o meu corpo e quando esse mesmo corpo for enfiado numa caixa de madeira e descido numa cova, segundo porque, além de estúpidos, esses outros já deixaram de funcionar há muito tempo, e justificar-me perante uma audiência de vivos disfuncionais é estúpido.
No entanto, e mesmo consciente da minha condição estupidificante, martelo as teclas.
Ao meu lado está uma navalha rectangular, com uns recortes simétricos ao meio, muito bem afiada. Roubei-a à colecção de navalhas que o idiota do meu conjugue usa para desfazer a barba antes de ir trabalhar para o banco. Julgo que os pulsos abrir-se-ão com facilidade, se usar esta navalha. Vou fazer um golpe que seja longitudinal à linha do braço, porque ouvi dizer que é assim que funciona melhor, que se nos golpearmos assim não temos safa.
Bem, vou-me matar porque o candeeiro deixou de funcionar e o antónio lobo antunes era a última coisa que me restava. Quer dizer, não é tão simples quanto isso, nunca é, e neste motivo não reside qualquer exclusividade de causa. Chamam-lhe a gota de água que faz o copo transbordar, mas queria evitar essa imagem por ser tão lugar comum. De facto, vou-me matar porque tudo deixou de funcionar, tudo, mesmo tudo tudo tudo.
Começou pelo gato que o parolo me ofereceu, mesmo antes de casarmos. Atirou-se do quinto andar e caiu como um herói, sem dor nem mácula, mas ficou especado durante muito tempo e um carocha verde alface esborrachou-lhe o crânio. O corpo ainda esperneou, mas não conseguiu descolar-se do alcatrão. Foi pena, porque acho que gostava dele, só não me ocorre agora o nome. A solução do parolo foi oferecer-me um segundo gato, desta vez gata, duas semanas antes da boda. Esta já veio disfuncional da fábrica de gatos. Fui à cerimónia religiosa com um vestido branco de bordados vermelhos a combinar com os golpes profundos na cara, mostras de afecto da bichana. Passados alguns anos endoideceu de vez e mandámos abater, sem outro remédio. Sofreu menos que o gato mas merecia mais.
Depois foram os pais dele que começaram a deixar de funcionar. Compraram a supremacia da nossa casa com couves, cenouras e iogurtes de promoção, mas a velha não aguentou muito o domínio sobre tal império e, numa tarde de outono ou de inverno, dois anos após o casamento, o coração explodiu-lhe e o corpo rebolou-se em espasmos, as beiças escorreram-se numa baba esbranquiçada sobre a carpete nova e limpa, o peito contraiu-se e o meu marido vomitou. Depois vieram uns homens de bata branca e levaram o corpo. Depois o meu sogro chorou com uma expressão infantil nos olhos, sentado numa das cadeiras da cozinha. Depois queimámos a carpete e ela tinha sido cara. Depois o velho foi acomodado num lar simpático, mas fugiu passados quatro meses e nunca mais ninguém o viu.
Tivemos um filho e demos-lhe um nome mas nunca lhe ligamos muito, eu porque nunca tive paciência para crianças e queria era que me deixassem ler em paz, o outro porque sempre foi uma pessoa muito ocupada. Eu batia-lhe porque ele não arrumava o quarto e ele batia-lhe porque ele aparecia com as perguntas mais idiotas nas alturas mais inapropriadas, como quando quis saber como é que a chuva caía do céu, isto na noite do porto sporting. Quando as notas vinham da escola boas, não eram mais que uma obrigação, quando vinham más, era um enxerto de porrada, e o raio do miúdo nunca aprendia, verificando-se até o contrário. A porrada aumentava mas o aproveitamento escolar não, e um dia nem consegui ler nada porque eles discutiram muito e muito alto, e um dizia que não lhe era dada nenhuma atenção e afeição e outras coisas terminadas em ão, e o outro perguntava se ainda queria mais atenção do que a mota, a aparelhagem, as roupas caras e dinheiro sempre no bolso, porque são assim os filhos de hoje, ingratos. Uma vez chegou a casa a cair de bêbedo, bateu no pai, gritou-me e fechou-se no quarto. A partir daquele dia nunca mais o pai lhe tocou, nem lhe falou, apenas lhe continuou a dar dinheiro que ele gastava em tabaco que fumava fechado no quarto, enquanto a aparelhagem cara rugia sons de uma violência e de uma falta de gosto incontornáveis. Desse dia em diante o meu filho nunca mais funcionou, mas ainda mora aqui em casa e continua a sair caro. O meu marido também deixou de funcionar. Hoje não é mais que caco inútil, um gerador de dinheiro, um suporte para o jornal desportivo e para o comando da televisão. Ocasionalmente, à noite, rebola-se para cima de mim, enterra-se tanto quanto lhe é possível, vaporiza-me o hálito de cerveja para os ouvidos e afinca-me os dedos nas mamas. Como é tudo muito rápido, não me ralo. Antes oferecia-me flores e bombons e música romântica e jantares e vestidos e soprava-me ao ouvido palavras contínuas de baboseiras que sabiam bem ouvir, limpas de cerveja, enquanto me abraçava por trás e entrava dentro de mim devagarinho. Depois casámos e ficámos algum tempo casados sem nada disso mudar muito. Os bombons eram em menor número e eu até perdi peso, mas ainda ouvi a palavra amo-te durante um ano, talvez menos um bocadinho. Sinceramente que não sei quando é que essa palavra deixou de funcionar. Se calhar foi repetida vezes demais, amo-te amo-te amo-te amo-te amo-te amo-te amo-te amo-te, não te amo, não sei o que significa amo-te. Amo-te é uma palavra que não faz sentido num casamento, porque tudo é certo e não é preciso amar nem mostrar que se ama. É como se o romance fosse uma curva ascendente com uma assimptota na palavra amo-te. É como se o amante fosse um alpinista que atinge o pico de uma montanha e descobre que depois disso não há nada. É como a temperatura da água que só sobe até essa mesma água soltar bolhinhas de gás. É tudo a mesmíssima coisa, depois do amo-te nunca há mais nada.
E então, hoje, o candeeiro que me iluminava as palavras do antónio lobo antunes, que sempre me iluminou as palavras do antónio lobo antunes, resolveu também ele deixar de funcionar. Não, não foi a lâmpada, foi mesmo o candeeiro. Poderia comprar outro, mas antes de pensar nisso apercebi-me de que já nada funcionava à minha volta, e a palavra nada foi monstruosa, foi plena, mais plena do que qualquer outra palavra alguma vez proferida ou pensada por mim. Aquela palavra nada, naquele momento, foi diferente de todos os outros nadas, foi o vértice de um abismo durante um terramoto. O meu marido entrou no quarto, nesse momento, mas adormeceu sem me querer foder. Agora já ronca como um porco embrulhado num lençol. Olhar para ele faz-me exasperar e sentir estúpida. Sou tão estúpida. Martelo as teclas porque sou estúpida, mas agora desculpem-me, que tenho de estar morta antes que o bicho acorde, não vá ele tentar soldar-me os pulsos para me devolver à estupidez da minha existência, numa patética mostra de obrigação conjugal.
Términus que impus,
Digo que me impuseram quando ao mundo vim.
Tudo tem um principio e um fim:
Primavera, Verão, Outono, Inverno, dia, noite,...
Uma era do querer e não poder ser,
Chão, fumo, fogo, suor do teu corpo
E agora morto (ou quase?):
acção, lume, amor, paz... tudo sou!
Ao términus há-de de nascer, dentro de mim,
Uma força oculta,
E a luta do quase ser, será!
Para além do túmulo,
O existir de agora se troca por vida,
E ao findar por à partida!
Não haverá tronos nem cabeças a mandar,
Seremos os donos do nosso ser, que é amar!
Num golpe de teatro a SAD portista antecipou-se ao rival Benfica e garantiu mais um jovem promissor que até já está adaptado ao futebol português, podendo ser uma excelente alternativa para o ataque, uma vez que é muito alto (1,91 metros), jogando muito bem com os pés.
...”
Carlos Gouveia
in jornal “O Jogo” de 14/06/2007
Pudera, então não foi contratado para jogar futebol ? A secção de basquetebol do SLB não vai ser extinta ?!...
Terá lugar, amanhã, 15 de Junho, às 21h30, na Livraria Bertrand, no Centro Comercial Dolce Vita, a sessão de lançamento do livro “Castelo de Legos” de Maria de Lourdes Moreira Martins, editado pela Papiro Editora.
Na próxima 6ª feira - 15 de Junho, a partir das 21h30, no Café Bom Dia, à Praça Francisco Sá Carneiro (antiga Praça Velasquez), a artEscrita vai apresentar o mais recente romance de Manuel Maria, CONTAS DE UM OUTRO ROSÁRIO, com momentos de dramatização, a cargo do Teatro da Escola Secundária de Gondomar.
A imprensa tem vindo a contar-nos uma história sobre um professor colocado na DREN. Só nos contam um lado e esse lado diz que num edifício público, mas em privado, ele contou uma anedota sobre o primeiro-ministro, o ouvinte bufou e houve um castigo. Convinhamos que a história da carochinha é bem melhor.
Se quisermos ouvir o outro lado, dizem-nos que o tal professor, publicamente, em cafés e corredores, é vezeiro em faltar ao respeito a governantes e ao país, que designa de “bananas”. Nesse dia, terá chamado filho da p. ao primeiro-ministro, provocando reacção dos presentes e até pancadaria. É interessante a mudança da história – insultar a mãe dum primeiro-ministro é “crime”, mas insultar o próprio primeiro-ministro, que preside a um órgão de soberania eleito pelo povo, é “liberdade de expressão”.
O que está aqui em causa é se somos ou não um país de bananas.
É certo que para muitos portugueses, sem auto-estima, dizer-se que Portugal é um “país de bananas” deve ser aplaudido com palmas. Sobretudo se isso é dito por um funcionário do Estado, ligado ao ensino, que recebe um ordenado, pago por todos, precisamente para que o País se desenvolva e não seja “das bananas”. Quanto a mim, se alguém se considera uma “banana” é lá com ele, mas eu não aceito que me considerem uma banana nem considerem assim o meu povo ou o meu país.
Ora, a imprensa contou-nos há dias uma história que tem a ver com esta – jovens portugueses (e espanhóis), com um curso superior, faltaram ao respeito a uma bandeira da Letónia. Pelos vistos, a Letónia não é um “país das bananas” e prendeu os meninos que não aprenderam nas escolas a respeitar os símbolos e os órgãos de soberania. Talvez se antes tivesse havido muitas directoras da DREN, exigindo respeito, talvez não passássemos agora pela vergonha de ver engenheiros presos num país estrangeiro. Pergunta-se: se estrangeiros ou nacionais desrespeitarem a bandeira das quinas, as nossas autoridades também os prendem?
Insultar Sócrates não é insultar um cidadão qualquer. É insultar o primeiro-ministro. E, goste-se dele ou não, até ser substituído, ele é o primeiro-ministro de um país chamado Portugal que, em tempos de boa educação e auto-estima, deu novos mundos ao mundo. E é esta a mensagem que tem de passar nas escolas. Aliás, o povo português entende isto, melhor que a imprensa e comentadores, pois apesar de todas as campanhas deploráveis, o primeiro-ministro tem subido nas sondagens.
Ultimamente, têm-se desencantado inimigos ou quem anseie o lugar da directora da DREN para nos mentalizarem que, afinal, ela é que tem todas as culpas e o professor é um Calimero. Falta agora arranjar culpas para mim e outros que não querem ser “bananas” para o professor virar mais herói e ser um exemplo a seguir.
Toda a gente sabe e lamenta que os alunos faltem ao respeito aos professores. Mas como se pode exigir esse respeito se os próprios professores não dão o exemplo respeitando os seus superiores?
Cumpre agora à Sr.ª Ministra da Educação tomar uma atitude – ou demonstra que Porugal não é um “país de bananas”, exigindo respeito aos órgãos de soberania, ao povo e aos superiores, tanto por professores como por alunos, ou continuaremos a ver as cadeias de Letónias substituirem o ensino que falta nas escolas portuguesas.
O meu amor não cabe num poema ― há coisas assim,
que não se rendem à geometria deste mundo;
são como corpos desencontrados da sua arquitectura
os quartos que os gestos não preenchem.
O meu amor é maior que as palavras; e daí inútil
a agitação dos dedos na intimidade do texto ―
a página não ilustra o zelo do farol que agasalha as baías
nem a candura a mão que protege a chama que estremece.
O meu amor não se deixa dizer ― é um formigueiro
que acode aos lábios com a urgência de um beijo
ou a matéria efervescente os segredos; a combustão
laboriosa que evoca, à flor da pele, vestígios
de uma explosão exemplar: a cratera que um corpo,
ao levantar-se, deixa para sempre na vizinhança de outro corpo.
O meu amor anda por dentro do silêncio a formular loucuras
com a nudez do teu nome ― é um fantasma que estrebucha
no dédalo das veias e sangra quando o encerram em metáforas.
Um verso que o vestisse definharia sob a roupa
como o esqueleto de uma palavra morta. nenhum poema
podia ser o chão a sua casa.
Hoje, confesso, acordei com vontade de ser feliz.
Amarrei, até, no pulso o amor-perfeito
que foi secando no meu peito e retomei a velha máxima:
não deixar que qualquer angústia atinja o coração.
Um castelo de areia, é tudo quanto quero
para acostar o meu barco de papel.
Aproxima os olhos da vertigem e estremece
com a luz espessa, que brilha nos teus ombros.
No céu do teu país, as estrelas podem ser barcos,
se quiseres sulcar os mares do coração em desordem.
Eleições...em Lisboa.
Há candidatos para todos os gostos e feitios.
E porque não uma candidata tipo Tanja Derveaux, que concorre ao senado Belga pelo partido NEE, uma Cabrita qualquer!...
Os TRABALHADORES DO COMÉRCIO estão de volta e escolheram a sua data por excelência, o 1º de Maio - Dia do Trabalhador, para apresentar o seu mais recente álbum, " Iblussom " , após mais de uma década sem registo discográfico, na Fnac do GaiaShopping, a partir das 22 horas.
“Pinto da Costa vai ficar na história do futebol mundial por ressuscitar cadáveres", Aluísio Moraes, pai e empresário de Bruno Moraes, avançado do FCP, numa alusão ao treinador Jesualdo Ferreira.
A Ordem dos Advogados está preocupada com a "vulgarização da advocacia", a propósito da abertura num centro comercial de Lisboa de uma "Loja Jurídica" onde prestam serviço vários advogados. Observa magoadamente a Ordem que a advocacia é, ali, exercida numa "loja térrea" (em vez de num 5.º ou num 7.º andar, suficientemente longe da gente "vulgar" e suficientemente próxima do limbo). O Direito tem, como todas as ciências (quando o Direito é ciência e, no caso da advocacia, é quase sempre mera técnica), uma linguagem específica, muitas vezes transformada em jargão cifrado que lhe confere um halo de prática oculta e aos seus praticantes o de sacerdotes intermediários de deuses caprichosos e inacessíveis. A excessiva proximidade desse sacerdócio aos comuns mortais, ainda por cima numa "loja térrea", assusta a Ordem, pois deixa à vista que, afinal, os advogados são, se calhar, apenas carne, sangue, nervos, até, ó horror!, secreções, gente que sabe de leis e regulamentos do mesmo modo que um serralheiro sabe de metais. Tal descoberta pelas pessoas "vulgares", que podem começar a pôr-se diante dos advogados de pernas cruzadas e sem baixar humildemente os olhos, é perigosa não só para o "estatuto social" da profissão, mas também para o preço das consultas.
Manuel Pina
in “Jornal de Notícias “ de 30.04.2007
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"Engenheiro" é um título profissional e simultaneamente uma fórmula social de tratamento, enquanto “economista”, "médico" ou "advogado" são apenas designações profissionais, às quais socialmente corresponde o tratamento por “dr.” (abreviado), e os doutorados são Doutor (por extenso), quer sejam engenheiros, economistas, etc.
Ser tratado por engenheiro quando se tem a profissão de engenheiro técnico (bacharelato) não é crime de lesa-pátria. Já há muito que é uso corrente usar-se e tratar-se por Dr. ou Engº quem possui um bacharelato, e até dar esse tratamento a todo aquele ou aquela que tenha "ar disso" pela posição que ocupa numa empresa, muitas vezes pelo traje que usa...
Há empresários que dão indicações aos funcionários para que tratem todos os clientes da empresa por Dr., assim como há empresas, e até é comum nas de Auditoria, não licenciados passarem por Dr. E, há aqueles que são contra os títulos mas quando o filhinho(a) tira o “canudo” ficam aborrecidos se não os tratamos por Dr., apesar de muitos não serem licenciados nem terem o doutoramento. Uma parolice de todo o tamanho!...
Todo este imbróglio à volta do PRIMEIRO-MINISTRO devia servir para mudar as mentalidades. Mas, tememos que não.
To be, or not to be: that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to, 'tis a consummation
Devoutly to be wish'd. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream: ay, there's the rub;
For in that sleep of death what dreams may come
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there's the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of despised love, the law's delay,
The insolence of office and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover'd country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action. - Soft you now!
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remember'd.
Com a devida vénia transcrevemos o post intitulado “A CADEIRA QUE (nos) FALTA” do blog Agualisa6, de João Tunes:
“ Independentemente de ter assistido às aulas, ter estudado e ter tido aproveitamento avaliado, a prática, que é aquilo para que serve a teoria, incluindo a de natureza académica, no caso uma prática pública, absolve os formalismos académicos associados à qualidade de licenciado em engenharia civil atribuída pela Universidade Independente a José Sócrates.
Vejamos, em contributo para o juízo do júri público acerca da forma como Sócrates tem exercido os seus mandatos como líder do PS e primeiro-ministro:
- Análise de Estruturas: Aprovado. Alguém chega a Secretário-Geral do PS sem analisar com mestria o estado e as inclinações das estruturas locais e regionais do PS?
- Betão (armado e pré-esforçado): Aprovado. Não há hipótese de haver primeiro-ministro que não seja perito em betão. No mínimo, não conseguia entender-se com a Associação Nacional de Municípios.
- Estruturas Especiais: Aprovado. Pela quantidade de assessores e ainda ter nomeado um Secretariado Geral de todas as polícias na sua dependência directa.
- Inglês Técnico: Aprovado. Por ser uma necessidade básica para a próxima presidência da UE.
- Projecto e Dissertação: Aqui vamos por partes, com uma aprovação e um chumbo clamoroso. Em “Dissertação”: distinção com louvor (basta a forma como arrasa mensalmente as oposições nos debates parlamentares). Quanto a “Projecto”, a ausência de ter lido sequer uns parcos apontamentos sobre a matéria, é gritante. Mesmo que cabulassse, nota-se à légua que não meteu pé em qualquer aula ou disso alguma vez tivesse tido vontade.
Estude “Projecto”, Engenheiro Sócrates, e dê-nos uma luzinha sobre o que quer para este país além do défice. Então, nós, bom povo português, damos-lhe o “canudo”, em forma de utilidade pública, e a chicana morre já. “
À luz do Código das Sociedades, o presidente e o vice da Assembleia Geral da EDP não podem continuar. O assunto vai estar na ordem de trabalhos da AG da eléctrica.
José Manuel Galvão Teles é presidente da mesa da Assembleia Geral da EDP desde 2000 e está a cumprir o seu terceiro mandato. Contudo, de acordo com o novo Código das Sociedades Comerciais, os membros da Assembleia Geral têm de ser independentes - e deixam de o ser após cumprirem dois mandatos nos corpos sociais. Além disso, a sociedade de advogados de que é um dos sócios de referência - Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados - presta serviços jurídicos à EDP - que terão atingido mais de duas dezenas de milhões de euros em 2006 -, o que também prefigura uma situação de incompatibilidades de acordo com o Código das Sociedades Comerciais. Mas a situação abrange igualmente o vice-presidente da mesa da assembleia geral, António Campos Pires Caiado, que não só ocupa o cargo desde 1990 como integra a sociedade de revisores oficiais de contas, que fazem a fiscalização da EDP.
in Expresso
de 06.Abril.2007
Ai, os Códigos de Ética e de Conduta, etc., etc.!...
Os CTT estão a promover uma iniciativa para os 20 temas dos selos de 2008. Eu fiz uma proposta para que fosse homenageado Zeca Afonso, figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência. Na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarento, na denúncia dos oportunistas, dos "vampiros que destroçaram Abril.
O meu apelo é para que votem nesta opção.
O link directo é: aqui há selo.
Agradeço a vossa participação e se possível enviem a mensagem para todos os vossos contactos.
Davide da Costa AJA"
Também associamo-nos a esta homenagem.
Enviem esta mensagem para todos os vossos Contactos.
É apresentado hoje, sábado, dia 31 de Março de 2007, pelas 15h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Baguim do Monte, o livro de poesia “Diálogo de Sombras”, da autoria de Albino Santos Oliveira e edição da Papiro Editora.
Esta iniciativa conta com o apoio, para além da Junta de Freguesia de Baguim do Monte, da Junta de Freguesia de Rio Tinto e da Câmara Municipal de Gondomar.
17ª EDIÇÃO do PRÉMIO NACIONAL DE POESIA DA VILA DE FÂNZERES
Está já a decorrer e termina no dia 31 de Julho de 2007 a entrega de trabalhos concorrentes à 17ª EDIÇÃO do PRÉMIO NACIONAL DE POESIA DA VILA DE FÂNZERES, prémio que foi instituído pela Junta de Freguesia de Fânzeres por ocasião do 1º Aniversário da sua elevação a Vila, cujo REGULAMENTO pode ser consultado no site da Junta.
O vento
O vento
mais alto que o sol
o sol
mais alto que o mar
desceu
vermelho depois verde
verde
por sobre algas mareantes
violeta se tornou
Arco-íris completo
Tremendo em meu coração
Estrela Babau
in “O NOIVO PARA A SERPENTE”, obra vencedora do
I Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres
As tuas palavras intensas imobilizam-se na alma
As tuas palavras intensas imobilizam-se na alma
e no abrigo do olhar insubmisso.
É aqui que procuramos beber os minúsculos abismos
que concebem o nosso inconsciente.
A linguagem rendilhada perdeu-se na própria filigrana
e os versos acumularam o voo de outras aves.
Mas tudo será possível
Se me derem as parábolas como astros inexplorados.
José Manuel Teixeira
in “RIOS DO INTERIOR”, obra vencedora do
XVI Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres
Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-a
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
Agarrei no ar um véu
esmaecido de azul,
igual ao azul do céu
iluminado pela lua.
Eu passo a vida a sonhar
iluminado pela lua.
De monte a monta...
De monte a monta, o meu grito
soa, soa, como voz
de um eco do infinito
ecoando em todos nós.
Timor cresce como um grito
ecoando em todos nós.
Quem pode impedir a Primavera
Quem pode impedir a Primavera
Se as árvores se vão cobrir de flores
E o homem se sentiu sorrir à Vida?
Quem pode impedir a surda guerra
Que vai nos campos deslocando as pedras
- Mudas comparsas no ritmo das estações -
E da terra inerte ergueu milhares de lanças
Que a tremer avançam, cintilantes, para o limite
Em que a luz aquosa se derrama
Como um mar infinito onde o arado
Abre caminho misterioso à seiva inquieta!
Quem pode impedir a Primavera
Se estamos em Maio e uma ternura
Nos faz abrir a porta aos viandantes
E o amor se abriga em cada um dos nossos gestos.
Quem?...
Se os sonhos maus do Inverno dão lugar à Primavera!
O Movimento em Defesa do rio Tinto agendou para o próximo sábado (10.Março) uma acção de limpeza das margens do rio Tinto, com concentração junto ao Centro de Saúde, pelas 10h. Comparece.
A 16ª Edição da Festa do Sável e da Lampreia tem, a partir de quarta-feira, a sua fase mais popular, com a realização do fim-de-semana gastronómico “SÁVEL E LAMPREIA, UM SABOR D'OURO”. Este evento, decorre até dia 11 (domingo) no Mercado Municipal de Gondomar, em S. Cosme. Aí, os visitantes poderão comer sável e lampreia a um preço especial.
A concelhia socialista de Gondomar pediu a suspensão imediata dos mandatos de Valentim Loureiro, José Luís Oliveira e de Castro Neves na autarquia, depois da decisão do tribunal de Gondomar de os levar a julgamento, no caso Apito Dourado.
Arménio Martins, presidente da concelhia socialista, sublinhou que para o «PS/Gondomar não há outra saída que não seja a suspensão dos mandatos dos três autarcas, claramente feridos política e eticamente para exercer as suas funções».
O Tribunal de Gondomar pronunciou para julgamento Valentim Loureiro por cumplicidade em 26 crimes dolosos de corrupção activa e autoria de um crime doloso de prevaricação, enquanto José Luís Oliveira vai responder pela autoria de 26 crimes dolosos de corrupção activa e 21 crimes dolosos de corrupção desportiva activa.O vereador Castro Neves foi pronunciado para julgamento pela co-autoria de 19 crimes dolosos de corrupção desportiva activa.
«Ainda não há trânsito em julgado de nenhuma sentença e, até essa altura, todas as pessoas são consideradas não culpadas», afirmou, Arménio Martins. Os socialistas não pedem «ainda» a realização de eleições antecipadas em Gondomar porque «acreditam na justiça», salvaguardando entretanto que poderão endurecer a sua posição se não existir uma resposta positiva ao pedido
Atrasos no Metro mereceram críticas do PS/Gondomar
O líder do PS/Gondomar, Arménio Martins, declarou, face à nova previsão de 2009, ser "inadmissível que Gondomar seja novamente prejudicado", argumentando que o concelho "não pode ser vítima dos erros das administrações do PSD", quer da Junta Metropolitana quer da Metro do Porto. Além disso, considera que a linha de Gondomar até Rio Tinto não pode ser colocada pelo Governo no mesmo pacote que outras de que "só agora se fala".
Arménio Martins, disse que a linha até Rio Tinto tem condições para avançar primeiro. Se o projecto está pronto, "então não percebo por que não pode avançar", reclama. “Este Governo passará a ter responsabilidade se não colocar esta obra (Dragão/Rio Tinto) antes" das restantes linhas do pacote que está previsto.
"O Bento sempre soube distinguir a rivalidade que havia, na altura, entre os clubes. Quando eu comecei na selecção, era praticamente a defesa do FC Porto que jogava e ele sempre deu o máximo. Chegou a dizer muitas vezes que se sentia bem connosco à frente", disse João Pinto, ex-capitão da selecção das "quinas" e do FC Porto, em declarações à Agência Lusa. "Foi meu adversário, mas acima de tudo um grande amigo e companheiro na selecção nacional".
O “BOM” POLÍTICO TEM QUE EXPULSAR O “MAU” POLÍTICO
A política portuguesa está doente. E está doente porque os partidos políticos, que a suportam, definham, vivendo já quase num pleno estado de estertor.
Hoje a política não é feita por quem, ciente das suas prerrogativas pessoais e da necessidade de as votar desinteressadamente nas mãos do bem comum, busca unicamente o conforto desta intrínseca vocação solidária.
Porque o seu prestígio pessoal e profissional de há muito se cristalizou nas diferentes Manifestações da qualidade que demonstraram ter.
Porque jamais entenderam a política como um trampolim para o que fosse. Porque para estes, a política é sempre uma consequência, nunca um ponto de partida.
Hoje os partidos políticos, e a política em geral, estão inchados de perversidades.
Na verdade pululam no seu interior muitos daqueles a que ouvimos chamar de “militantes”.
Jamais se ouviu deles uma opinião, um ponto de vista estratégico, uma intervenção critica modeladora. Geralmente estes, “encavalitam-se” nas opiniões daqueles que intervindo se expõem, assumindo riscos e potenciando rupturas, tornando-se seus apaniguados de véspera e traidores do dia seguinte, sempre em função do lado em que o seu “interesse” se encontra. Nos bastidores, sub-repticiamente vão provocando dissenções, vão atirando pedras para dentro de muitos sapatos, mas a verdade é que estão sempre presentes nas diferentes iniciativas independentemente de quem as organiza, desde que o poder esteja volátil, desde que não esteja seguro nas mãos de ninguém. Porque se o estiver apoiam logo quem o detiver, incondicionalmente.
A política é o seu investimento por ser a forma mais fácil de garantirem “coisas”. E como desconhecem qualquer critério reconhecido do seu bom exercício, isto é, do poder, usam-no (à medida com que o vão tendo) precípuamente em proveito próprio, ao mesmo tempo que são estrategicamente demissos perante o “padrinho” mas, preparando em simultâneo o ataque ao patamar seguinte.
Fervilham por todos os partidos e evoluem dissimuladamente no seu interior. São em regra fáceis no verbo e atiram também facilmente sorrisos esguios para quem passa, e tão inocentemente, que granjeiam com facilidade encómios de simpatia e dedicação à causa.
Assim muito mais que uma séria reforma da administração pública, vulgo “aparelho do estado”, que está na ordem do dia e urge também fazer-se, impõe-se uma profunda reforma da política portuguesa, nos seus princípios, nas suas leis, nos seus métodos, enfim na sua credibilização, para que aqueles que, nos diferentes partidos, a integram e que podem ascender a posições de responsabilidade na gestão da “coisa” pública, possam naturalmente “expulsar”, por razões de qualidade endógena, quem, sempre antes de qualquer outra coisa, vê o seu próprio umbigo. O “bom” político tem que expulsar o “mau” político.
Se assim se fizer não é só a política que ganha nova dinâmica. É este país quase milenar que definitivamente amadurece e que passará a entender que é na qualidade de vida dos seus cidadãos, todos os seus cidadãos, que pode ver materializada a sua própria dignidade ontológica, a sua única
razão de ser.
Pedro Moura de Oliveira Vice-presidente do CDS/ PP de Gondomar
in jornal “O Progresso de Gondomar”
Na semana passada vieram a lume notícias e declarações dos socialistas Narciso Miranda e Orlando Gaspar sobre as próximas autárquicas (Lusa/SOL/JN) de que transcrevemos excertos:
Narciso Miranda admitiu a sua disponibilidade para se candidatar em 2009, pelo PS, a qualquer autarquia do Grande Porto, onde a sua participação seja considerada importante.
Para o antigo autarca, o actual mapa autárquico do distrito do Porto «é preocupante para o PS», o que se agrava com clivagens fortíssimas em alguns concelhos.
Narciso Miranda referiu, como exemplo, os casos de Gaia, «onde quatro presidentes de junta estão em conflito com a Concelhia», Valongo, «onde há uma ruptura entre a máquina do partido e os vereadores», ou no Porto, onde «se tem assistido a intervenções esporádicas descoordenadas». Sobre Matosinhos, Narciso Miranda disse que não fala.
«Se queremos ganhar câmaras à direita, sobretudo onde o PSD está razoavelmente enraizado, temos de começar a trabalhar já, numa perspectiva de inclusão, contra uma certa tendência de ostracização» defendeu.
O presidente da Concelhia do PS/Gondomar, Arménio Martins, acredita que Narciso Miranda, tem condições para destronar Valentim Loureiro, que lidera a autarquia gondomarense há quatro mandatos. «É um bom quadro do partido e tem experiência autárquica. Se tiver disponibilidade, pela minha parte é bem-vindo». «Ao contrário de Valentim Loureiro, Narciso Miranda não é suspeito de corrupção».
O presidente da Concelhia do PS/Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, em comunicado afirma: ”Hoje foram publicadas algumas afirmações do camarada Narciso Miranda, no JN, onde se escreve sobre a alegada disponibilidade para ser candidato a Gaia.
Estas afirmações de Narciso Miranda surgem com pelo menos 8 anos de atraso. Ele sabe-o, o que o deveria conter.
O PS-Gaia considera que são afirmações precipitadas e sem nexo político, uma vez que, não só ainda estamos muito longe das eleições autárquicas, como não parece que alguém possa ser candidato por lhe apetecer, ainda por cima assumindo que pode ser candidato a qualquer Câmara da Área Metropolitana. Esta espécie de super-homem das autarquias parece ignorar que só pode ser candidato quem tem um projecto político e um trabalho empenhado e articulado com as estruturas locais do Partido.”
O presidente da Concelhia do PS/Porto, Orlando Soares Gaspar, não exclui coligação com o CDS/PP, nas próximas autárquicas, para a C. M. Porto.
“A Assembleia Municipal de Gondomar voltou a ser polémica. Dezenas de munícipes foram assistir à discussão do problema do Saneamento e não pouparam apupos aos deputados da “maioria” que governa a Câmara, apelidando-os de “ladrões” e de “gatunos”. Isto numa sessão em que Valentim Loureiro deu a quinta falta em oito reuniões, já não comparecendo há sete meses.
... A sessão foi agitada praticamente desde o início. Se a população já estava revoltada por a sala não ter espaço para toda a gente, ainda mais ficou depois de um deputado do grupo de Independentes (“Gondomar no Coração”) ter feito gestos obscenos na altura de votar uma das propostas apresentadas pela CDU. Esta atitude do deputado (exibindo o dedo médio), que pertence ao grupo de Valentim Loureiro, foi entendida como provocatória pela população – tendo os ânimos ficado exaltados. “
in jornal “O Progresso de Gondomar”
Palavras, para quê? São autarcas ... gondomarenses!...
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
Quem somos nós para julgar as mulheres e famílias que tomam uma decisão tão drástica e dolorosa?
Ao votarnão estamos a liberalizar o aborto. Essa é uma decisão sempre difícil com que as mulheres e as famílias tantas vezes são confrontadas, quer mude a lei, quer fique tudo como está.
Ao votarestamos apenas a dar oportunidade de escolha e a despenalizar a IVG. É isso que está em causa.
Queremos que esta lei mude, também no nosso país, para que as mulheres e as famílias possam decidir em condições dignas.
porque queremos acabar com a vergonha do aborto clandestino
porque queremos acabar com os enormes riscos para a saúde sexual e reprodutiva das mulheres, quando têm de recorrer a um aborto clandestino
porque queremos uma lei responsável, o aborto não se resolve com a prisão
porque queremos acabar com a hipocrisia social daqueles que fingem que nada acontece
porque queremos acabar com a perseguição e humilhação das mulheres, pela dignidade
porque queremos uma lei igual à dos outros países europeus, que promova a informação e a responsabilidade das pessoas
para que Portugal acerte o relógio com o seu tempo.
Votar Sim, porque Rui Pêgo censura programa de Júlio Machado Vaz na Antena Um.
Votar Sim, porque o Público recusa o direito de resposta a Francisco Louçã a uma crítica de Bagão Félix publicada nesse mesmo Jornal.
Votar Sim, para dizer a Francisco Pinto Balsemão que os portugueses já não se deixam MANIPULAR como no tempo da outra senhora.
Votar Sim, para dizer á RTP que uma televisão publica NÂO PODE TOMAR PARTIDO.
Votar Sim, para dizer á RR, ao Correio da Manhã, que têm todo o direito de não serem isentos mas o que não têm o direito é tentar manipular as consciências.
Votar Sim é dizer á Ordem dos Médicos e a alguns médicos, que são livres enquanto cidadãos de defenderem as suas convicções religiosas, o que não é aceitável é tentar impô-las como ciência.
Votar Sim é isto tudo e muito mais, mas sobretudo, é fazer avançar o Portugal Tolerante, o Portugal Democrático, o Portugal da Liberdade, o Portugal do Século XXI.
Jantar de encerramento da campanha 9-Fev, 19h30 - Estufa Fria, Lisboa
Uma iniciativa: Médicos Pela Escolha, com o apoio de Todos os Movimentos pelo SIM
Inscreve-te rapidamente através de E-mail: jantar@jovenspelosim.org (com nome e contacto) e TLM - 964 150 115 ou 969 826 374 - Preço por pessoa 15€.
Presenças : Mandatários/as dos Movimentos do SIM, e ainda: Gato Fedorento, Sónia Tavares (The Gift), Suzana Borges, Gonçalo Waddington, José Luís Peixoto, Miguel Melo, Rute Marques, Márcia Breia, Joana Brandão, Rogério Samora, Rita Blanco, Pacman, Luís Represas (a confirmar), São José Lapa, Helena Laureano, Sandra Celas, Joanas Seixas, José Pedro Vasconcelos.
SE O SIM TIVESSE GANHO EM 1998, TERIAM NASCIDO CERCA DE 10 200 CRIANÇAS A MAIS
Há por aí cartazes do "Não" que dizem que ainda se vai a tempo de salvar vidas. Como se salvam? Como se consegue evitar que uma algarvia ou beirã aborte se ela até pode abortar sozinha? Ora, já o SIM pode provar que salva vidas. Como? No debate "Prós e Contras", do dia 5.Fev., foi dito por uma médica que trabalha na Suíça: "Em cada 15 mulheres que vão abortar, após uma conversa, uma desiste e prossegue a gravidez".
Uma em 15 é pouco. Devo confessar que pensava que dava origem a mais desistências, sobretudo entre as jovens, quando colocadas perante a família. Mas, mesmo um nascimento em 15, fazendo uma conta simples de matemática, verifica-se o seguinte:
Em Portugal, um estudo da Associação de Planeamento Familiar demonstra que se fazem, por ano, 18 000 abortos clandestinos. Se se poupasse um em 15, dava 1 200 crianças que nasceriam por ano se o aborto fosse legal. Desde 1998, oito anos e meio decorridos, se multiplicarmos 1200 por 8, 5, dá 10.200 crianças que teriam nascido a mais se o Sim tivesse ganho no outro referendo.
Por isso o SIM salva e não atira pedras. O Não, além de nunca ter pecado, impediu que 10 200 crianças nascessem.
O sacerdote Manuel Costa Pinto, de 79 anos, da Diocese de Lamego, defendeu ontem que a mulher deve ser libertada "dessa coisa vergonhosa que é o julgamento e os exames à sua vagina" e também do castigo da prisão e deu o exemplo de Jesus Cristo.
"Jesus disse 'aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra' e ficou apenas ele e a mulher. Então acrescentou: 'eu não te condeno, vai, e não tornes a pecar'. O nosso Magistério, papas e bispos, não podem esquecer isto", frisou.
Por outro lado, o padre afirmou não compreender como "pessoas sensatas" podem alhear-se do "verdadeiro infanticídio" que muitas mulheres cometem depois do nascimento dos filhos.
"Mulheres com medo, que não têm dinheiro para ir para o aborto clandestino e muito menos para o estrangeiro, disfarçam a gravidez até ao parto. Vão para uma casa de banho, sai uma criança — aí sim, já uma criança —, metem-na num saco e deitam-na ao caixote do lixo, ao esgoto ou até no campo", lamentou.
"Eu voto 'sim' sem qualquer dificuldade. Não tomo esta atitude de ânimo leve, sei a minha responsabilidade como católico e como padre", frisou, acrescentando não ter receio de ser excomungado.
Em democracia, a criminalização de um acto requer um consenso social que, manifestamente, a actual lei não tem. Não está em questão ser-se a favor ou contra o aborto. O que está em questão é se se deve considerar criminosa, uma mulher que, perante a sua consciência, decide que a menos má das soluções é interromper a gravidez logo no seu início. O que está em questão é pedir que aqueles que se acham na obrigação de – mesmo na pior das circunstâncias - ter de trazer um filho ao mundo, passem a aceitar a posição contrária com a mesma tolerância com que os outros também aceitam o que lhes parece não ser passível de compreensão. Se a natureza entregou aos pais a decisão de dar a vida, então estes têm o dever moral de, em cada caso concreto, tomar a mesma opção que desejariam que os seus próprios pais tomassem. É éticamente reprovável que uma mãe, apesar de intimamente convencida que não devia trazer o seu futuro filho ao mundo, optasse por o fazer apenas por mera obediência à lei. A obediência, numa decisão desta dimensão, não é a lei dos homens. A obediência só pode ser ao que, em consciência, achamos melhor para o filho que amamos: mesmo antes de ele nascer. Na prática, a presente lei penal só é aplicável a quem não tem dinheiro. Os que o possuem fazem-no discretamente em clínicas, cujos altos preços são função directa da nossa hipocrisia. Os mais penalizados são os que têm acesso a condições medievais e desumanamente traumatizantes.
Rui Rio Presidente da C. M. Porto in “Jornal de Notcícias”
A despenalização do aborto não opõe crentes a não crentes. Porque o que nos é perguntado neste referendo não é se somos ou não a favor do aborto mas sim quem é pela penalização da mulher que aborta até às 10 semanas e quem é contra essa penalização e pela consequente mudança da lei.
A despenalização do aborto não opõe adeptos da vida a adeptos da morte. É perfeitamente compatível ser-se – em pensamentos, palavras e obras – contra o aborto, por uma cultura de vida plena e em abundância, e defender-se que a lei do Estado não deve impor que as mulheres que, em concreto, recorrem ao aborto nas 10 primeiras semanas de gestação sejam julgadas e punidas por essa decisão. A despenalização não impede ninguém de continuar a bater-se pelas suas ideias e de lutar contra a prática do aborto. Mas sempre e só pelos seus argumentos e pelo seu testemunho, não por imposição da lei mais grave de todas, a lei criminal. Mais ainda: se todo o empenho em favor da promoção de condições de vida que desincentivem o recurso ao aborto é louvável, estamos crentes de que um tal trabalho só ganhará em credibilidade se deixar de ser feito à sombra de uma lei que mantém a ameaça de julgamento e de prisão para as mulheres.
Só com a despenalização do aborto, eliminando o aborto ‘escondido’ e clandestino, vai ser possível montar serviços de aconselhamento e apoio às mulheres que enfrentam o dilema de pôr ou não fim a uma gravidez indesejada. Na Alemanha, por exemplo, este serviço é prestado também por organizações católicas.
Os muitos homens e as muitas mulheres crentes que respondem SIM à despenalização do aborto até às 10 semanas afirmam uma convicção essencial: a de que não é nunca pela espada da lei que a fé se afirma, mas sim pela força do testemunho de vida e pela densidade do amor ao próximo. Na dureza de cada caso concreto e não por princípios gerais e abstractos. A um drama (o da mulher que aborta) não se responde com outro drama (o julgamento e a prisão dessa mulher). Todas e todos sabemos que a essas mulheres não se responde com uma lei que manda julgar e punir mas com compreensão e respeito. É isso, e só isso, que está em causa no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro.
O Livro Uma jovem poetisa portuenses escreveu apaixonadas cartas a um autor que, entretanto, tomara algum vulto no mundo das letras, Camilo Castelo Branco. Circunstâncias várias obstaram ao bom sucesso da relação amorosa. A paixão desaguou então num diário íntimo, onde podemos vê-la crescer, em dolorosas intermitências de desespero e de esperança. ... O Autor Nasceu em 1948, no Alto Douro, e aos costumes disse pouco ou nada. Não lhe pesam na consciência outras páginas que não estas, e confia que estas mesmas, porque tão inocentes e sentimentais, lhe não valerão assinaláveis censuras de quem de direito. ...
Um livro que aconselhamos a todos os camilianos e não só.
OS MANUSCRITOS GERTRUDES Autor: Manuel Tavares Teles Editora: Guerra & Paz
Quando eu cheguei à perigosa idade dos 40, quase todas as minhas amigas, mães, como eu, de adolescentes, ostentavam orgulhosamente barrigas de grávida. Eu olhava para elas e babava-me de inveja. E, naquela atitude meio infantil de "se elas têm, eu também quero", engravidei por três vezes. E, por razões que o médico nunca conseguiu perceber, por três vezes abortei, bem para lã dos dois meses de gestação.
Só eu sei o que isso me custou - tanto em termos físicos como psicológicos. Internamentos, raspagens, pouca paciência do pessoal hospitalar ("quê? era o terceiro filho? Para que é que quer tanto filho?"), foram experiências que me marcaram para sempre. Posso (ou se calhar nem posso…) imaginar o que passa uma mulher obrigada mesmo a abortar. Porque nenhuma mulher aborta simplesmente porque sim, nem de ânimo leve, nem - oh céus! - utiliza o aborto como habitual método contraceptivo. Se, juntando a tudo isso, ainda há uma lei que as manda para a cadeia - em que mundo-cão é que nós vivemos! E não me venham agora com aquele incompreensível argumento, para apaziguar almas sensíveis, de que ninguém quer isso. É exactamente isso que os partidários do "não" neste referendo querem. Deixemo-nos de hipocrisias o que está em discussão não é saber se se é pela vida ou contra (mas alguém será contra a vida?!); o que está em discussão é saber se se pode continuar a admitir que as mulheres com dinheiro abortem legalmente, nas melhores condições e sem problemas; e as outras continuem a arriscar a saúde, a vida e a liberdade. Sempre achei estranho que decisões como esta, do foro mais íntimo de cada mulher, acabem por ficar nas mãos dos homens e dos padres (com todo o respeito por ambas as classes.) Até porque, na altura em que teria sido bom que os homens aparecessem para partilhar dores e responsabilidades, eles desaparecem do filme...
Não me interessa a contabilidade não sei se são muitas ou poucas as mulheres efectivamente condenadas. Mas sei que há uma lei que pode levar a isso. E se as leis não são para cumprir, então para que servem? A lei tem de ser mudada - e depois cumprida. É por tudo isto que dia 11 voto sim.
O centenário do nascimento de Miguel Torga é assinalado este ano. Torga merece o Nobel da Literatura. A dimensão do seu talento justifica-o. Talvez um dia.
Prospecção
Não são pepitas de oiro que procuro.
Oiro dentro de mim, terra singela!
Busco apenas aquela
Universal riqueza
Do homem que revolve a solidão:
O tesoiro sagrado
De nenhuma certeza,
Soterrado
Por mil certezas de aluvião.
Cavo,
Lavo,
Peneiro,
Mas só quero a fortuna
De me encontrar.
Poeta antes dos versos
E sede antes da fonte.
Puro como um deserto.
Inteiramente nu e descoberto.
Confiança
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
Quase um poema de amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor
Bucólica
A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
Voz activa
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Uma das maiores chagas sociais e um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal é a persistência do aborto clandestino, ao qual milhares de mulheres são obrigadas a recorrer todos os anos, correndo riscos graves para a sua saúde física e também psíquica, muitas vezes tendo como dramática consequência a própria morte. Somos felizmente um país razoavelmente desenvolvido, onde há serviços de saúde modernos, tecnicamente bem equipados, com bons profissionais, onde a interrupção da gravidez – seja qual for a razão que levou a mulher a fazê-lo – pode ser feita com todas as condições de higiene e segurança, sem riscos que possam comprometer a saúde futura das mulheres. É desumano e inaceitável que, dispondo destes recursos nos hospitais, não se permita às mulheres portuguesas que deles beneficiem, quando decidem pôr fim a uma gravidez indesejada, sujeitando-as a métodos primitivos e brutais.
Para acabar com esta violência, completamente desnecessária e inútil, não há outra maneira que não seja descriminalizar e permitir a interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas em instalações de saúde com condições para a sua realização, protegendo a saúde da mulher e pondo ao seu dispor os melhores e mais modernos recursos da medicina. No dia 11, votar SIM é, também, votar pela modernidade.
Mas há, ainda, uma segunda grande razão para votarmos SIM no referendo do dia 11. As mulheres como qualquer outro cidadão têm o direito a decidir em liberdade o que querem fazer da sua vida e, em concreto, de uma gravidez indesejada, inoportuna, problemática ou insegura. Têm o direito a fazer o que a sua consciência – e só a sua consciência, lhes ditar sobra a condução da sua própria vida. E essa liberdade não existe se persistir na sociedade portuguesa o risco e o perigo de serem perseguidas, julgadas, condenadas e presas por terem decidido interromper uma gravidez.
Enquanto a IVG (interrupção voluntária da gravidez), o aborto como usualmente se diz, for crime e sujeito a castigo, as mulheres portuguesas não terão essa liberdade de decidir por si próprias, não serão livres para tratarem da sua vida e continuarão a ser humilhadas e discriminadas. Serão cidadãs de segunda e isso não é próprio nem legítimo no nosso país, na nossa democracia.
No dia 11 é exactamente isso e só isso que está em causa. Os que querem continuar a colocar em risco a saúde das mulheres, a sacrificá-las e persegui-las, a enviá-las para os tribunais e as prisões, esses votarão não. Para que tudo fique na mesma, para que esta situação vergonhosa continue a manchar a realidade do nosso país e a sua imagem lá fora.
Os que recusam o castigo das mulheres e o seu martírio físico, os que dizem não ao aborto clandestino, os que defendem uma maternidade responsável, consciente e em condições dignas e aceitáveis para a educação dos filhos, os que respeitam as opções e a liberdade de decidir das mulheres portuguesas, esses votarão SIM no próximo dia 11 de Fevereiro.
No dia 11 o voto SIM é um voto pela tolerância, pela liberdade, pela responsabilidade.
João Semedo Médico e Deputado do BE
ex-candidato à Câmara M. Gondomar
De frente para o hemiciclo, ao som dos argumentos pró e contra o aborto, veio-me à memória a senhora desconhecida que descera a avenida à minha frente, na tarde anterior, saco plástico na mão, andar magoado com a vida. A hora do jantar aproximava-se e os parlamentares prosseguiam na sua empolgante esgrima de argumentos - não tão fervorosamente como em 1982, quando se debateu a primeira lei do aborto, segundo dizem - em defesa e ataque da «interrupção voluntária da gravidez» (IVG), expressão oficial para essa calamidade, que é segunda causa de morte materna em Portugal e que todas as mulheres deste país conhecem pela pequena e simples palavra de aborto.
Nunca, desde as calorosas discussões da velha «Constituinte», a Assembleia da República se vira envolta num tema tão melindroso e polémico que baralhou as cabeças de muitos deputados, notoriamente mais habituados a negociar votos e cair em demagogia do que propriamente a tomar, segundo uma escolha ideológica e a própria consciência, uma determinada opção política. Um a um, olhei nos olhos esses homens comuns tocados pela divina prudência, tentando descobrir aquilo que sempre procuro quando vou à Assembleia da República: onde reside a sua realeza, o que têm eles a mais do que qualquer homem ou mulher deste país para decidir em seu nome as questões triviais do quotidiano do Estado ou, «à la limite» sobre um tema tão íntimo e profundo como é a vida e a morte.
Depois de oito horas sentada na cadeira de pau no hemiciclo, regressei a casa sem a mínima pista que me indicasse onde residia essa sua particularidade. Mais: muitos deles - alguns até ilustres desconhecidos - são mesmos mais medíocres do que o anónimo cidadão. Incarnam aquilo que mais repúdio nos merece na natureza humana - o mais completo vazio de ideias ou falsidade de sentimentos. Com a agravante de esconderem essa mediocridade atrás de um discurso fácil e barroco, que não engana só os tolos. Sublinho: muitos deputados. Serei injusta se não fizer jus a outros - uma minoria certamente - que sabem o que são chamados a ali desempenhar, que são dignos de falar por milhares de anónimos cidadãos - ainda que a figura da representação suscite sempre reticências. Esta tarde na Assembleia da República deixou claro quem é quem, estabeleceu barreiras, confrontou os nossos deputados com as questões centrais da vida democrática: o que deve ser o Estado, o que entende por vida, quais os limites da democracia representativa.
E trouxe de novo à baila algo já tão esquecido - por vezes até posto em causa - como são as ideologias. Votar a favor ou contra a liberalização do aborto é decidir, mais do que em qualquer outra matéria, segundo os parâmetros ideológicos da esquerda ou da direita. Não há lugar para meios termos. Liberalizar significa despenalizar, pôr nas mãos de cada mulher - e, porque não?, de cada homem - a decisão de trazer ou não ao mundo o embrião que começa a desenvolver-se. É dizer que o Estado não tem o direito de impôr a ninguém uma solução que considera eticamente correcta, a sua própria moral , numa questão tão íntima como a vida e a morte. É decidir pela liberdade. É também optar, pôr em princípio material: o de preferir abrir portas a algo que todos - inclusivé a própria esquerda - repudiam, como o aborto, a prolongar a morte e deficiência a que muitas mulheres são lançadas por não poderem abortar nas mãos de pessoal qualificado e em locais clinicamente aceitáveis. É, como alguém disse, «ser contra a hipocrisia». É ser de esquerda. Votar contra a liberalização do aborto é achar que o Estado deve decidir por cada mulher que queira interromper uma gravidez, deve definir em que termos ela o pode fazer e dizer que sanção deverá sofrer caso o faça. É dar poder aos deputados para legislarem sobre a matéria, segundo um modelo de «bom» e «mau» e impô-lo aos cidadãos. É impôr uma moral a seguir. É também colocar-se numa atitude eminentemente espiritualista e achar que o real não é o ponto de partida para o legislador, que deve pautar-se apenas pela pureza dos princípios.
Por isso, aquela tarde parlamentar, em que os deputados - pelo menos os mais corajosos - votaram em liberdade de consciência, permitiu definir quem está de que lado. E trouxe surpresas. Como ver ilustres socialistas a votar «contra» e ilustres social democratas a darem o «sim » até mesmo aos projectos da JS e do PCP favoráveis à liberalização «a pedido da mulher». Conclusão elementar: os partidos representam zero. Nem uma ideologia, nem sequer uma linha de pensamento. Lancem-se questões de fundo para a mesa e é ver os deputados saltarem de lugar, baralharem as bancadas, como alegres marionetes de um teatro para crianças. PS e PSD albergam no mesmo habitat sensibilidades de esquerda e de direita, gente que crê na moral do Estado e gente que pugna pela consciência de cada cidadão. Gente que parte do real para fazer lei e gente que vai beber aos valores para definir o quadro jurídico. Gente que acha que todos devem nascer desde que concebidos e gente que acredita que a vida só o deve ser se fôr digna.
O que é que isto tem a ver com a senhora do saco de plástico? Que se calhar para ela, que dorme na rua, pede pão em frente do «Extra», se encolhe dentro de uma caixa de papelão para passar a noite sem frio e olha o passar dos autocarros no mais resignado silêncio, se calhar para ela essa vida a preservar a todo o custo, não é um milagre assim tão valioso como a querem fazer crer.
“Que uma grande parte dos portugueses ache que Salazar e Cunhal são dos maiores de sempre entre nós explica a razão pela qual somos actualmente o mais atrasado país da Europa”
Miguel Sousa Tavares in “Expresso” de 19/01/2007
João Cravinho, entregou na Assembleia da República os seus projectos-lei contra a corrupção. Em entrevista ao “Expresso”, de 20/01/2007, disse que "É incontroverso” que há “rabos de palha” no PS.
“…Toda esta ironia vem a propósito do já famoso QREN que deveria ser um desígnio de todos, até porque se propõe resolver a nossa fragilidade - a falta de qualificações. Mas ninguém quer saber disso. O país acredita que lhe voltou a sair o Euromilhões!”
Paulo Baldaia in “Jornal de Notícias” de 20/01/2007
Como é sobejamente conhecido, vai realizar-se no próximo dia 11 de Fevereiro o referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.
E propositadamente começo esta minha intervenção referindo que se trata de referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez e não, como abusivamente alguns tentam fazer passar, de referendo sobre o aborto.
De facto, a pergunta a que vamos ser chamados a responder no dia 11 de Fevereiro é “Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”. A esta pergunta eu vou responder SIM.
Convém vincar bem que a pergunta não é “ Concorda com a liberalização do aborto?”. É que se fosse esta a pergunta, eu responderia NÃO.
E é muito importante que a informação seja séria e pedagógica e não venha a ser utilizada de forma demagógica.
A discussão que vai ser travada na campanha do referendo, é somente se deve ser considerado crime que a mulher, nas condições referidas na pergunta, provoque a Interrupção Voluntária da Gravidez e, como tal, se se deve manter a actual lei que prevê a pena de prisão ou se essa situação deve ser alterada, e a mulher que actue naquelas circunstâncias não seja sujeita a pena de prisão.
Não é aceitável que se fale na defesa do direito à vida porque aí seguramente TODOS seríamos unânimes a segurar nessa bandeira. Não é essa a questão neste referendo!
É que se a pergunta fosse “Você é contra a vida?”, a minha resposta seria NÃO.
A pergunta que vai estar perante nós tem, pois, três pressupostos: Preconiza-se a despenalização da IVG se:
POR OPÇÃO DA MULHER
- Porquê? - Para que continue a ser crime a Interrupção Voluntária da Gravidez feita contra a vontade da mulher, muitas vezes sob fortes medidas de coacção e que não dignificam essa mesma mulher como ser humano de pleno direito.
NAS PRIMEIRAS 10 SEMANAS
- E as 10 semanas foram escolhidas como? - Está cientificamente aceite que até às 10 ou 12 semanas (em todos os países são estes os limites) o risco de saúde para a mulher é minimizado, sendo o tempo suficiente para a ponderação que ela faça sobre provocar ou não a IVG.
EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO?
- E as clínicas que já hoje fazem abortos? - Para se evitarem as situações indignas de abortos clandestinos que colocam em risco, todos os dias, a saúde de muitas mulheres (estima-se em muitos milhares o número anu-al desses abortos) que depois aparecem nos Hospitais (quando não morrem antes!) para serem tratadas pelos acidentes decorrentes dessas acções encapotadas.
Em conclusão, a minha resposta SIM é dada porque concordo com os três pressupostos anteriores.
Mas pretendo contribuir de forma positiva no debate de ideias sério e aprofundado sobre esta matéria. Julgo que o nosso país já começa a estar culturalmente mais maduro e não pode continuar a conviver com alguns argumentos de falta de rigor, misturados com muita dose de hipocrisia!
Para que se faça, de forma serena, a apreciação e discussão deste tema, deixo a título de exemplo os seguintes dados:
- Em Itália, a despenalização deu-se em 1980 e desde essa altura até 1996, o número de abortos passou de 209.000 para 129.000;
- Na Holanda verifica-se uma das mais baixas taxas de aborto do mundo, com uma taxa de 5,5 abortos por mil mulheres em idade fértil, por ano;
- Aqui ao lado, em Espanha, também se fazem IVG’s, legalmente, em estabelecimentos de saúde autorizados;
- Na União Europeia somente existe criminalização da IVG em Portugal e na Irlanda.
Isto deve merecer uma reflexão séria.
Os países anteriormente citados (outros poderiam também ser referidos) são maus exemplos no desenvolvimento civilizacional? Têm baixos níveis de vida, fracos indicadores sanitários, altas taxas de mortalidade, elevados índices de criminalidade?
A resposta é Não!
Bem pelo contrário, são países desenvolvidos, prósperos, modernos e que não se deixaram amordaçar por argumentos demagógicos, cínicos e com muita dose de hipocrisia.
O desenvolvimento da vida em sociedade não pode ficar prisioneiro de tabus e chavões ideológicos. Tem de ser feito por adaptação permanente ao momento histórico em que nos encontramos, libertando-nos das peias do passado e das abordagens conservadoras.
Com esta minha opinião pretendi dar um modesto contributo para este debate apaixonante que se aproxima, no qual desejo muito sinceramente que TODOS participem, de forma aberta e despreconceituosa.
O país exige de todos nós um esforço de credibilidade, seriedade e luta pelo desenvolvimento.
As gerações futuras ficar-nos-ão gratas por esse contributo.
Carlos Alberto
(Gestor Hospitalar) in jornal ”O Progresso de Gondomar”
Domingo, dia 21 de Janeiro - 10h30 Matosinhos Caminhada pelo SIM
A caminhada terá início às 10h30 e começará no topo norte da marginal de Matosinhos indo acabar na praia do Molhe, onde serão lançadas ao mar rosas brancas pelas mulheres vítimas do aborto clandestino em Portugal.
Será um momento simbólico, que se enceta numa cidade que foi um bastião do Sim a Norte, no referendo de 98.
Esta iniciativa vai contar com a presença de todos os Movimentos pelo SIM.
1. Porque somos cidadãs e cidadãos responsáveis e comprometidos/as com a defesa dos direitos humanos e queremos intervir neste debate não como eleitoras/es de um ou outro partido político, ou mesmo sem partido, mas antes como pessoas conscientes dos seus deveres e direitos cívicos.
2. Porque está em causa o respeito pela dignidade, autonomia e consciência individual de cada pessoa e pelos princípios da igualdade e da não discriminação entre mulheres e homens.
3. Porque somos a favor de uma maternidade e paternidade plenamente assumidas e responsáveis antes e depois do nascimento.
4. Porque o direito à maternidade consciente e à saúde reprodutiva são direitos fundamentais.
5. Porque as mulheres, como os homens, têm direito à reserva da intimidade da vida privada e familiar.
6. Porque somos a favor da vida em todas as suas dimensões.
7. Porque é um elemento essencial do Estado de direito o princípio da separação entre a Igreja Católica ou qualquer outra confissão religiosa e o Estado.
8. Porque o que está em causa não é o 'direito ao aborto', nem ‘ser a favor do aborto’, mas antes o respeito pelas mulheres que decidem interromper uma gravidez até às 10 semanas, por, em consciência, não se sentirem em condições para assumir uma maternidade.
9. Porque a penalização do aborto dá origem à interrupção voluntária da gravidez em situação ilegal e insegura, o que tem consequências gravosas para a saúde física e psicológica das mulheres que a ela recorrem.
10. Porque uma lei penal ineficaz e injusta é uma lei constitucionalmente ilegítima.
11. Porque consideramos que a sujeição das mulheres a processos de investigação, acusação e julgamento pelo facto de fazerem um aborto atenta contra os valores da sua autonomia e dignidade enquanto pessoas humanas.
12. Porque nenhuma proposta de suspensão do processo liberta as mulheres da perseguição policial e judicial que antecede o julgamento, envolvendo sempre uma devassa da sua vida privada, e deixando a pairar necessariamente sobre elas uma ameaça de sanção que pode vir a concretizar-se no futuro.
13. Porque a proibição do aborto dá origem à gravidez forçada o que se traduz em violência institucional.
14. Porque uma lei que despenalize o aborto não obriga nenhuma mulher a abortar.
A nova lei das Finanças Locais publicada no início desta semana representa uma maior regulação das finanças locais.
É uma lei que reforça a autonomia local, promove a descentralização e fomenta o rigor e a transparência, bem como a redução da dependência das finanças locais das novas construções e limita a capacidade de endividamento. É uma lei virada para as pessoas e para a qualificação ambiental e territorial.
Esta Lei das Finanças Locais será uma ferramenta fundamental, no alicerçar de um poder local mais dinâmico, mais transparente e mais moderno, assim se espera.
Não podíamos continuar a ter o desenvolvimento local fundado sobre uma lógica que subordina as autarquias aos interesses da construção e especulação imobiliária, de que é demonstrativo a entrevista à revista Visão, de 21 de Dezembro, de Helena Roseta da qual transcrevemos:
“Vale a pena lembrar que o que rende milhões não é tanto, como vulgarmente se pensa, a construção civil, que é a fase final e visível do processo, mas sim a transformação de um solo rústico em urbano ou urbanizável, ou o aumento dos índices de ocupação muito para lá do inicialmente autorizado.” ... ... ... “…os espaços verdes dentro da cidade não crescem. A explicação é muito simples: não dão dinheiro a ninguém.” ... ... ... “Um hectare de floresta ou solo natural pode valer mil vezes mais do dia para a noite, se for considerado « solo urbanizável». É este o grande poder das autarquias, dos directores de urbanismo, das entidades públicas. É aqui que tem de ser feito um grande esforço para combater promiscuidades…”
Words and music by Dimitri Tiomkin and Ned Washington.
Love me, love me, love me, say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind,
and wild is the wind
Wild is the wind
Give me more than one caress,
satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind,
wild is the wind
You touch me,
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me,
all things to me
Don't you know, you're life itself!
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures of the wind,
and wild is the wind
Wild is the wind
O início do ano não podia ter começado melhor para 6 milhões de portugueses + cerca de 22.000 habitantes de Alcântara, uma naçon... Uma alegria tremenda!
O Atlético, quarto classificado da série D da II divisão, venceu o campeão nacional, FC Porto, por uma bola a zero.
Um golo de David, marcado aos 59 minutos, bastou para eliminar o FC Porto da Taça de Portugal em Futebol, repetindo um feito com mais de 60 anos, em 1945/46, quando o Atlético afastou os 'dragões' nas meias-finais, então por 2-1.
Passou ontem no jornal da RTP uma reportagem onde víamos trabalhadores da Unicer e do Santander a empacotar alimentos e não só para distribuição aos desfavorecidos.
Esta acção de voluntariado insere-se no âmbito do GRACE-Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial, cujo objectivo é o fomento da participação das empresas nas comunidades em que se inserem, conciliando os seus objectivos privados com a responsabilidade social.
De acordo com responsáveis das empresas a responsabilidade social «não é uma acção ou um conjunto de acções isoladas ou esporádicas, mas sim uma área-chave no nosso modelo de gestão». As vantagens desta estratégia são evidentes: «Melhoramos o nosso ambiente de trabalho na empresa, que se torna mais cordial (ter um bom ambiente de trabalho é um grande ganho). As pessoas têm mais orgulho na empresa e, naturalmente, a empresa melhora a sua imagem junto do público e do seu mercado.».
No final da reportagem, a jornalista concluiu que: ”afinal, a solidariedade pode ser um bom negócio!...”
Com ninguém te pareces quando te amo.
És tu, corpo de mulher minha.
Sim, tu és minha,
mulher de lábios doces, de mel,
e desce a hora da vingança e eu amo-te !
Em torno de mim, já sinto a tua cintura
e o teu silêncio perturba o meu sossego,
e és tu com os teus braços
e um imenso volume de beijos,
alegres e quentes como brasas.
E somos nós no louco esforço em que nos juntámos
e desesperamos, famintos de ser.
Bocas mordidas, corpos trançados,
de alegria, ávidos,
como se o mundo acabasse naquele dia,
naquela hora, naquele momento.
Tu és minha, tu és minha,
corpo de mulher, alma de criança,
e vivem nos tua vida, os meus infinitos sonhos,
e a minha sede eterna continua,
e o hall,
em qualquer esquina, em qualquer rua,
espreita-nos, ciumento !...
“Paradoxalmente, abriu-se a caixa de Pandora. Permitindo nos ver que na sociedade portuguesa existem zonas de risco onde se concentram as principais fontes de corrupção. Localizam-se nas autarquias, no futebol, no financiamento ilegal dos partidos e na administração central.
São feitas duma apertada malha tecida pela degradação dos serviços, acumulação de cargos, manipulação da política de solos de acordo com os interesses ocultos de empreiteiros desonestos, articulação entre autarcas gananciosos e sectores da economia paralela, financiamento ilegal dos partidos. Tem como "modus operandi" a técnica dos "sacos azuis", a apropriação dos fundos públicos, em suma, uma atitude predadora em relação ao aparelho de Estado. Um caciquismo mascarado de capitalismo.
Pelo meio, surgem as ligações futebol-autarcas-construção civil como cortina de fumo e "offshore" da corrupção à portuguesa. Aí acabaram por se concentrar progressivamente fontes entrelaçadas de corrupção.
Estes factores de corrupção são muito opacos e densos, oferecem resistência constante à fiscalização e ainda maior à repressão. Por essa razão, o combate à corrupção é um combate de todos os dias, em evolução permanente, que nunca tem fim. Os níveis de impunidade atingiram um ponto tal que qualquer pessoa percebe que é mais fácil combater a corrupção do que viver com ela.
Uma vez aberta a caixa de Pandora, há que abandonar a doutrina da pieguice garantística, perceber a especificidade do fenómeno, as exigências da investigação criminal, porque será a única forma de não se desperdiçar o trabalho de polícias e magistrados competentes, dedicados e partidariamente daltónicos.”
Maria José Morgado
excerto de artigo “Público” - 06 de Maio de 2004
NOTA: Afinal, parece que este país não está inteiramente dado aos bichos. Quero acreditar que este país possa ser um país de justiça e de igualdade de oportunidades.
Recebemos esta carta por e-mail que transcrevemos na integra:
A carta carta foi direccionada a uma entidade bancária, mas a criatividade com que foi redigida e as razões lógicas que apresenta, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras em forma de Carta Aberta. O que acham?
Exmos. Senhores
Administradores do Banco.
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.Que tal?
Pois, ontem saí do meu M.BCP com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como, todo e qualquer outro serviço. Além disso, impõe-me taxas. Uma “taxa de acesso ao pão”, outra “taxa por guardar pão quente” e ainda uma “taxa de abertura da padaria”. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobraram-me preços de mercado. Assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobraram-me uma “taxa de abertura de crédito” - equivalente àquela hipotética “taxa de acesso ao pão”, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobraram-me uma “taxa de abertura de conta”.
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa “taxa de abertura de conta” se assemelharia a uma “taxa de abertura da padaria”, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como “Papagaios”. Para gerir o “papagaio”, alguns gerentes sem escrúpulos cobravam “por fora”, o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos.
Agora ao contrário de “por fora” temos muitos “por dentro”.
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobraram-me uma taxa de 1€.
Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5€ “para a manutenção da conta” - semelhante àquela “taxa pela existência da padaria na esquina da rua”.
A surpresa não acabou: descobri outra taxa de 25€ a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela “taxa por guardar o pão quente”.
Mas, os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações do v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc, etc, etc. e que apesar de lamentarem muito e nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal.
Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.
A Televisão Pública Portuguesa, de uma forma anti-democrática e discriminatória, não vai convidar o vereador José Sá Fernandes, para o programa Prós e Contras, de amanhã, segunda-feira (11.Dezembro) sobre a situação da Câmara de Lisboa.
Assim, ninguém representará 7,91% dos lisboetas na televisão pública, para discutir o seu futuro. A representatividade não pode ser a razão, já que os 5,92% de eleitores do PP terão a sua vereadora a representá-los.
Pedimos, então, a todos os nossos leitores e comentadores, que connosco comungam a convicção que a Democracia não pode ser pervertida em nome de que interesses for, para que seja enviado ao Provedor do Telespectador o nosso repúdio e indignação. (É um pouco burocrático, mas creio que vale a pena o esforço...).
...
Para além deste meio, aqui ficam os telefones de contacto da RTP que podemos e devemos usar: Linha de Atendimento ao Espectador: 707 789 707
RTP SGPS - Lisboa (geral) 217 947 000
Fax Geral - 217 947 570
RTP Porto - 351 227 156 000
RTP Açores - 296 202 700
RTP Madeira - 291 709 100
...
O direito a uma informação livre e a exigência do respeito pela Democracia, também têm que passar por pequenos gestos. É o nosso cruzar de braços que tantas vezes permite a perda de direitos e a discriminação.
A RTP recuou e José Sá Fernandes foi convidado para estar presente no Prós e Contras, ao lado dos cabeças de lista das outras forças políticas com representação na Câmara Municipal de Lisboa.
Em recente entrevista ao "Sol", Saramago disse, referindo-se a Santana Lopes, esperar "que se explique às crianças como se chega a primeiro-ministro sendo um imbecil". A sugestão fica ao cuidado do Ministério para uma próxima reforma dos programas do Ensino Básico, e muito poderá contribuir para algumas brilhantes carreiras políticas futuras. Principalmente se as crianças forem ainda esclarecidas sobre como se chega a dirigente das estruturas intermédias dos partidos. O truque, segundo revelou agora ao JN o ex-vice da Câmara do Porto, Paulo Morais, é pôr-se "ao serviço de quem financia a sua vida política e até pessoal". Não sei como se fabrica um dirigente partidário (é produto que consumo pouco), mas sempre me surpreendera, de facto, o modo como tantos imbecis (a expressão de Paulo Morais é "salazaretes"), sem relevância pessoal ou profissional conhecida, florescem nessas estruturas intermédias, daí muitos deles se lançando depois em fulgurantes voos picados sobre a mesa do Orçamento. Afinal é, pelos vistos, fácil (Paulo Morais é um homem "de dentro" e deve saber do que fala), basta talento para comer & calar. Porque, e esta é uma lição de boa educação partidária que se aprende logo nas "jotas", com a boca cheia não se fala (nem se ouve).
"Se foram detectadas anomalias devem ser corrigidas", afirmou Francisco Assis, admitindo, porém, que, na sua opinião, aquilo que foi detectado pelos auditores não foi nada que não aconteça noutras empresas do género no país.
"Olhamos com preocupação para uma alteração radical da gestão da Metro e para a possibilidade das entidades autárquicas e metropolitanas serem afastadas", adiantou aos jornalistas no final da reunião de Câmara, Francisco Assis.
O relatório do Tribunal de Contas, que entre outras críticas, considera os trabalhos de requalificação urbana ilegais (63,4 milhões de euros até 2005) e aponta "irregularidades em matéria de remunerações dos gestores" motivou fortes reacções do Conselho de Administração da empresa que acusou os autores do documento de serem "infelizes auditores".
Realiza-se já na próxima sexta-feira, 1 de Dezembro 2006, pelas 21h30, no salão Nobre da Junta de Freguesia de Fânzeres o lançamento do livro “RIOS DO INTERIOR” do poeta José Manuel Teixeira, vencedor da XVI edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres.
Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.
Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.
Dez réis de esperança
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.
Se alguém o queria abater, a estratégia não podia ser pior. Não foi escolhido para a Comissão Nacional do PS e com isso gerou um estranho, mas numeroso movimento de solidariedade. Mas é também um exemplo de como a classe política parece incapaz de se regenerar.
Portugal é tão deprimente que, durante o Paleolítico, enquanto em França e Espanha os homens pintavam bisontes e veados nas paredes das grutas, em Vila Nova de Foz Côa, já estava a ser pintado o primeiro “Homo Sapiens” desempregado.
Tiago Rodrigues in “Notícias Sábado” de 18.11.2006
A maior exposição organizada em torno da obra do pintor português, Amadeo de Souza-Cardoso, intitulada 'Diálogo de Vanguardas', com cerca de 260 obras de Amadeo e de 38 artistas seus contemporâneos, entre os quais Modigliani e Picasso, foi inaugurada na última quarta-feira, 15.Novembro, precisamente na data de nascimento do pintor e exactamente 100 anos depois da sua partida para Paris, e estará patente na Fundação Gulbenkian (Lisboa) até 14 de Janeiro de 2007, de terça -feira a domingo entre as 10 e as 18 horas e às sextas-feiras abrirá à noite, entre as 18 e as 24 horas.
A "jóia da coroa" da exposição é, nem mais nem menos ,"Avant la Corrida" ou "Before The Bullfigh ,(60x92 cm) de 1912 ,que até há bem pouco tempo se desconhecia o paradeiro, e que foi um dos oito quadros expostos pelo artista no Armory Show (1913), em Nova Iorque, a primeira exposição de arte moderna nos EUA.
Amadeo Ferreira de Souza-Cardozo nasceu a 14.Novembro.1887, em Amarante e faleceu prematuramente aos 31 anos de idade, em Espinho, em 1918, vítima da "gripe espanhola". Foi o precursor da arte moderna em Portugal, uma figura bem integrada na vanguarda do seu tempo e que, conviveu com alguns dos mais conhecidos artistas da época, nos oito anos que residiu em Paris, de 1906 a 1914. Ele era um visionário, que vivia fora do seu tempo, tal como outros tantos, e pagou um alto preço por isso.
Chico Fininho ou o pai da música rock portuguesa, de nome Rui Beloso, com V, actuou no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, com o espectáculo "Os Vês pelos Bês", comemorativo dos seus 25 anos de carreira. O Rui é o Maior e sempre a rock’n rollar.
Chico Fininho
Carlos Tê / Rui Veloso
Gingando pela rua
Ao som do lou reed
Sempre na sua
Sempre cheio de speed
Segue o seu caminho
Com merda na algibeira
O chico fininho
O freak da cantareira
Chico fininho
Uuuuuuh uuuuuuh
Aos sss pela rua acima
Depois de mais um shoot nas retretes
Curtindo uma trip de heroína
Sapato bicudo e joanetes
A noite vem já e mal atina
Ele é o maior da cantareira
Patchuli borbulhas e brilhantina
Cólica escorbuto e caganeira
Chico fininho
Uuuuuuh uuuuuuh
Sempre a domar a cena
Fareja a judite em cada esquina
A vida só tem um problema
O ácido com muita estricnina
Da cantareira à baixa
Da baixa à cantareira
Conhece os flipados
Todos de gingeira
160 mil Benfica entra no livro de recordes do Guiness com maior número de sócios
O Sport Lisboa e Benfica entrou para o livro de recordes do Guiness com o maior número de sócios, destronando o Machester United, noticiou hoje o diário desportivo "A Bola".
Sou Benfica - UHF
Um miminho para a minha filha, SOFIA, longe mas pertito, em Belém, a 330 km da terrinha.
Na visita à catedral, os adeptos do Celtic demonstraram porque é que são os campeões do fair-play. Calculados em cerca de 10.000 confraternizaram nas bancadas com as águias, e apresentaram uma tarja de grandes dimensões com a camisola de Miki Fehér.
Contagiado pelos compatriotas, o defesa central Caldwell também mostrou ter fair-play fazendo auto-golo e oferecendo de bandeja o segundo a Nuno Gomes.
Depois do jogo, Simão e Nuno Gomes receberam das mãos dos adeptos da equipa escocesa a tarja e um donativo para instituição humanitária.
“…seria de todo aconselhável que não se fizessem declarações antecipadas de grande regozijo para que depois, ao ser-se confrontado com uma abstenção superior a 72%, não seja necessário assobiar para o lado.” Luís Novaes Tito http://www.tugir.blogspot.com
“Alguém me apresenta os 2,8% que não votaram a favor do Secretário-Geral? É gente que deve valer a pena conhecer.” Jorge Ferreira http://www.tomarpartido.weblog.com.pt
que a euforia não termine “...com a fuga envergonhada do líder depois de uma estrondosa derrota na urna que conta, o país.” João Gonçalves http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com
O Partido Socialista está no Governo, mas o seu passado, o seu presente e o seu futuro não se esgotam nesta participação. Essa presença comporta uma gestão difícil, em que tem que fazer face aos constrangimentos financeiros e vencer o défice, enfrentar resistências de interesses instalados, salvaguardando simultaneamente a razão de ser da sua luta e da sua própria existência, a construção de uma sociedade mais justa, mais livre, mais igualitária e solidária. É à luz destes valores que temos de reflectir sobre as razões que justificam as políticas que estamos a concretizar.
O presente do Partido Socialista não se esgota nesta participação. Milhares de militantes socialistas estão simultaneamente empenhados no movimento sindical, nas autarquias, em movimentos juvenis, nas escolas, em diversas associações, em instituições de solidariedade social, em movimentos e causas cívicas. Estes militantes sentem de forma mais intensa os sinais transmitidos pelos cidadãos sobre a actuação do governo.
Não tenho dúvidas que as políticas do governo são muito diferentes das que seriam prosseguidas por um governo da direita, basta ver as propostas do Compromisso Portugal, mas isso não nos pode inibir de nos interrogarmos sobre algumas das opções e de dizer, com clareza, que não estamos de acordo, por exemplo, com a introdução de taxas sobre as urgências e os internamentos, que discordamos do agravamento da carga fiscal de um grande número de cidadãos portadores de deficiência, que não concordamos com a alteração prevista em matéria de pensões de sobrevivência, que nos sentimos chocados com a forma irresponsável como a questão do aumento das tarifas de electricidade foi tratada pelo governo.
Decerto que muito coisa está a ser bem feita e solidarizamo-nos, designadamente com a recusa em aceitar um pacto com o PSD em matéria de segurança social, mas entendemos que o Congresso não pode ser um comício unanimista. A moção do camarada José Sócrates é um relatório do que tem sido a sua actuação no governo. É natural que assim seja, mas seria empobrecedor que o Congresso se reduzisse a isso.
Pensamos que os socialistas não podem ir a reboque de agendas mediáticas ou outras que ignorem a questão central de como prosseguir a construção de uma sociedade solidária, em que o interesse geral prevaleça sobre o individual e em que os cidadãos participem na construção do futuro colectivo. Colocámos e pretendemos colocar ao Congresso a questão: será possível conjugar hoje os valores da solidariedade e da cidadania?
Nos contactos com os militantes tenho sentido que há uma lúcida percepção dos constrangimentos a que o governo está sujeito, mas também uma grande preocupação com a necessidade de não sermos insensíveis aos sinais de crispação que nos vêm da sociedade, que envolvem sectores que fazem parte da nossa tradicional base social, e uma discordância frontal relativamente a um conjunto de medidas que o governo insiste em adoptar. Muitos militantes preocupam-se com o facto de o Partido Socialista não funcionar como uma instância crítica da actuação governativa, incapaz de gerar propostas para construção de um Portugal socialista no actual contexto europeu e mundial. Não cabe ao governo desempenhar esse papel, é uma tarefa que cabe ao partido. Muitos militantes consideram que o socialismo não é uma ideia vaga, é uma referência viva, que as preocupações com a justiça, social, a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a fraternidade, não são apenas atributos das políticas sociais, mas que têm de estar no cerne de todas as reformas, e que isso que distingue o ser socialista aqui e agora, do liberalismo com retórica social.
Deixo a estes militantes um desafio. Não se demitam da sua condição de militantes, não sejam meros espectadores, sejam actores.
José Leitão in http://solidariedadeecidadania.blogspot.com
Tremia tanto que o vento a levou
tremia tanto como não a levaria o vento
lá longe
um mar
lá longe
uma ilha ao sol
e as mãos apertando os remos
morrendo no momento em que o porto apareceu
e os olhos fechados
em anémonas do mar.
Tremia tanto tanto
procurei-a tanto tanto
na cisterna com os eucaliptos
na primavera e no verão
em todas as nuas florestas
meu deus procurei-a.
XXIII
Um pouco mais
e veremos florescer as amendoeiras
os mármores brilharem ao sol
o mar a ondear
um pouco mais
para nos levantarmos um pouco mais alto.
Yorgos Seferis (Γιώργος Σεφέρης)
poeta grego (1900-1971)
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA DE 1963
"A arte é inútil, pelo menos quando comparada com o trabalho de um canalizador, um médico ou um maquinista, mas o que é que a inutilidade tem de mal? Acaso a falta de sentido prático significa que os livros, os quadros e os quartetos de cordas são uma pura e simples perda de tempo?"
"A criação de uma obra de arte é o que nos distingue das outras criaturas que povoam este Planeta e o que nos define, no essencial, como seres humanos".
Paul Auster romancista, poeta e argumentista
Prémio Príncipe das Astúrias das Letras 2006
A ocupação do Rivoli denunciou o plano de Rui Rio de entrega da gestão do teatro municipal a privados e lançou o debate sobre a situação precária dos trabalhadores do espectáculo.
Jorge Costa, o antigo capitão do FC Porto decidiu abandonar a carreira de futebolista mas continuará ligado ao futebol, como afirmou o jogador, sem contudo confirmar em que moldes o fará. "Não foi uma decisão fácil, nem tomada da noite para o dia".
Jorge Costa foi sempre sinónimo de entrega máxima e amor a duas camisolas: a do F.C. Porto e a da selecção. No momento do até já, Jorge Costa voltou a sublinhar a mágoa de não ter terminado a carreira no FC Porto.
Os numerosos troféus são a melhor unidade de medida para a gloriosa carreira de Jorge Costa: oito títulos de campeão nacional, cinco taças, seis supertaças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça Intercontinental, um campeonato do Mundo de sub-20. Jorge Costa representou a selecção principal das quinas por 50 vezes, tendo chegado às meias-finais do Campeonato Europeu em 2000,
Jorge Costa fora dos relvados é também combativo, um cidadão de causas, como espelha o apoio a Manuel Alegre nas últimas presidenciais.
O livro "Jorge Costa – Capitão”, da editora Prime Books com prefácio do presidente da República - Jorge Sampaio (uma distinção que não é para todos), é a narração antológica de um dos maiores jogadores portugueses de todos os tempos, que servirá de recordação.
Jorge Costa é daqueles jogadores que nos deixa saudades e faz muita falta!
Amanhã, terça-feira, 17 de Outubro, pelas 21H30, na sede da Federação Distrital do Partido Socialista no Porto, Rua de Santa Isabel, 82, HELENA ROSETA E JOSÉ LEITÃO, primeiros subscritores da moção SOLIDARIEDADE E CIDADANIA, irão debatê-la e ouvir os contributos de todos os militantes em sessão aberta ao público.
Convidamos todos os interessados, militantes ou simpatizantes do Partido Socialista, para comparecerem e participarem neste debate.
PRÉMIO NOBEL DA PAZ 2006 (E PORQUE NÃO DA ECONOMIA?)
Mohammad Yunus, 66 anos, professor universitário de Economia, e o Grameen Bank (que significa Banco das Aldeias e é conhecido pelo Banco dos Pobres), que fundou em 1976, no Bangladesh, foram distinguidos com o Prémio Nobel da Paz 2006 pelo trabalho no desenvolvimento de oportunidades económicas e sociais entre os mais pobres, através de programas inovadores, como o microcrédito.
O Grameen Bank é um banco ao contrário. Que empresta dinheiro a quem não tem bens nem dá garantias de pagamento, que prefere as mulheres como clientes e que faz questão de se certificar de que a pessoa é pobre, antes de decidir um crédito. Um microcrédito para ser mais preciso. O microcrédito é, assim, um instrumento de combate à pobreza e exclusão social, que valoriza a capacidade de iniciativa na criação de condições de desenvolvimento de pequenos negócios, permitindo a plena inserção no mundo do trabalho.
O Comité Nobel justificou a escolha de Muhammad Yunus e do seu banco para Nobel da Paz de 2006, pelo facto de estes terem mostradp «que mesmo o mais pobre dos pobres pode trabalhar no sentido do seu próprio desenvolvimento».
”O microcrédito tem feito muito pela paz no mundo, porque reduz as tensões sociais e confere toda a dignidade aos mais pobres do planeta e torna-os actores do seu futuro e não dependentes", disse Wemans, da ANDC.
Em Portugal, a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) criada em 1999 já ajudou a criar cerca de 630 empresas e 700 postos de trabalho.
Nuno Gomes, camisola 21, marcou, aos 62 minutos da partida U.Leiria-S.L.Benfica, o centésimo golo para o Campeonato com a camisola das águias. Um marco histórico festejado efusivamente pelo atleta e, acreditamos, por todos os desportistas.
Pede-se aos munícipes gondomarenses para que sábado (14/Outubro), entre as 15 e as 18 horas, depositem o lixo em frente à Câmara, num protesto contra o fim da recolha ao sábado, na medida em que "sem efectuar qualquer redução da taxa de resíduos sólidos que é cobrada à população, a Câmara resolveu acabar com a recolha de lixo ao sábado há cerca de três meses". Desde então, "o lixo tem se amontoado nas ruas" fruto de uma "decisão economicista de corte nas horas extraordinárias".
Nas últimas assembleias de freguesia, realizadas no final de Setembro, foram aprovadas moções, apresentadas pelo PS e também pela CDU, em que se reclama a resolução dos problemas criados pelo fim da recolha ao sábado. As freguesias em causa são Baguim, Rio Tinto, S. Cosme, Valbom, Foz de Sousa, S. Pedro da Cova e Jovim, sete em 12, sendo que Fânzeres não realizou a assembleia prevista e as outras quatro são do alto concelho.
Participa.
PS-A iniciativa e faixa acima é ideia do PCP mas a luta é de todos.
A moção apresentada unicamente pela CDU na Assembleia de Freguesia de S. Cosme foi chumbada por maioria, com 10 votos contra da coligação PSD/CDS, cinco votos a favor do PS, um do BE e outro da CDU. Os socialistas não apresentaram moção como haviam previsto porque o membro responsável pela tarefa não pôde, por "imprevisto de última hora", comparecer na reunião.
Para se ser livre é preciso coragem, muita coragem. E, desde logo, coragem para uma escolha fundamental, a do respeito por si mesmo. Porque é bem mais fácil sobreviver acobardando-se do que escolher viver livremente. Os locais de trabalho, a vida política, a mera existência social, estão (basta olhar em volta) cheios de cobardes de sucesso. O jornalismo não é, e porque haveria de ser?, excepção, pois a pusilanimidade e a cumplicidade dão menos incómodos e rendem mais que a dignidade. Mas, enquanto na vida politica e social, o preço da liberdade é a solidão (as águias, como Nietzsche escreve, voam solitárias; os corvos andam e grasnam em bandos), no jornalismo o preço é às vezes a própria vida. Anna Politkovskaya escolheu a liberdade e pagou com a vida. Mas a Rússia é um lugar longínquo e entre nós não se dão tiros na nuca a jornalistas, na pior das hipóteses despedem-se. É, por isso, fácil chorar por Anna Politkovskaya, basta só um pouco de falta de pudor. Assim, os jornais portugueses encheram-se nos últimos dias de grasnidos e lágrimas de crocodilo vertidas por gente que, na sua própria vida profissional, escolhe o salário do medo. Alguns conheço-os eu e, como no soneto de Arvers, hão-de ler-me e perguntar "De quem falará ele?".
Manuel António Pina in “Jornal de Notícias”-10/10/2006
Quem escreve quer morrer, quer renascer num ébrio barco de calma confiança. Quem escreve quer dormir em ombros matinais e na boca das coisas ser lágrima animal ou o sorriso da árvore.
Quem escreve quer ser terra sobre terra, solidão adorada, resplandecente, odor de morte e o rumor do sol, a sede da serpente, o sopro sobre o muro, as pedras sem caminho, o negro meio-dia sobre os olhos.
NÃO POSSO ADIAR O AMOR PARA OUTRO SÉCULO
Não posso adiar o amor para outro século Não posso Ainda que o grito sufoque na garganta Ainda que o ódio estale e crepite e arda Sob montanhas cinzentas E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço Que é uma arma de dois gumes Amor e ódio
Não posso adiar Ainda que a noite pese séculos sobre as costas E a aurora indecisa demore Não posso adiar para outro século a minha vida Nem o meu amor Nem o meu grito de libertação
Sózinha,
caminho na areia,
fechada no meu mundo,
nas reminiscências...
Olho as ondas
que rebentam,
calmas, brancas...
O teu olhar partiu...
de madrugada.
E, o meu,
preso à recordação,
solta as ondas
que rebentam,
calmas, límpidas,
salgadas...
Vejo, um sorriso...
Uns lábios fechados, curvados.
Vejo, num olhar...
O brilho do Outono...
Nos meus sonhos,
uns braços
percorrem o meu corpo...
Suaves sensações
que me estremecem
e me transcendem...
Solto o "eu"
do mais profundo do ser...
e, voo,
livre, no tempo e no espaço...
Vejo... o fogo desse olhar...
Longe... muito longe...
O mar agita-se
à minha passagem,
o vento sopra, forte,
e penetra o meu espaço,
o sol desaparece lentamente
no horizonte...
As ondas rebentam,
calmas, puras...
Os meus olhos pousam no mar
e... já não vejo o teu olhar!...
Donde vem? De que sorriso
ou fonte
ou pedra aberta?
E é para ti que canta
ou, simplesmente,
para ninguém?
Que juventude
te morde ainda os lábios?
Que rumor de abelhas
te sobe pela garganta?
Não perguntes; escuta:
é para ti que canta.
O Centro Republicano e Democrático de Fânzeres, colectividade fundada em 05/10/1908, está a comemorar o 98º aniversário, e tem como maior desejo: a construção de raiz da sede.
As comemorações iniciaram-se no fim-de-semana, com espectáculos musicais onde actuaram os grupos "Ecos da Música" e "Lamirés" do Orfeão de Rio Tinto. O momento alto das comemorações realiza-se amanhã, pelas 21h30, na sede, junto à igreja de Fânzeres, em Sessão Solene, tendo como orador o Prof. Avelino Gonçalves (ex-Ministro do Trabalho) e culmina quinta-feira (05.Outubro) com a realização de Missa em memóra dos Associados, pelas 8h, na Igreja de Fânzeres, e Almoço comemorativo com baile em Sta Maria do Zêzere (Casarão).
Foi entregue na passado sábado, na sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, por Helena Roseta e José Leitão, uma moção global ao congresso socialista denominada "Moção Solidariedade e Cidadania", assinada por 211 militantes do PS ( e que, desde já, subscrevemos), e que se encontra disponível para debate na Internet, no blogue solidariedadeecidadania.blogspot.com
O documento entregue inspira-se em parte no "contrato presidencial" de Manuel Alegre e repete uma das suas frases de campanha: "Por um Portugal mais livre, mais justo e mais fraterno". "Um congresso também deve servir para analisar os erros cometidos. Não para abrir feridas que a ninguém aproveitam, mas para acautelar erros futuros", argumentam os subscritores.
É hoje lançado o livro intitulado «Mulheres Navegantes no Tempo de Vasco da Gama», de Fina d’Armada, obra galardoada em 2005 com o prémio Mulher Investigação Carolina Michaëlis de Vasconcelos.
O evento ocorre na Quinta d’Armada, em Riba de Âncora, no concelho de Caminha, em ameno convívio, tendo como fundo o verde do Minho, as sardinhas do nosso mar e produtos da terra.
Transcrevemos excertos de artigo publicado no Expresso da autoria de Paula Cosme Pinto):
A historiadora Fina d'Armada revela que, afinal, as mulheres também ajudaram a desbravar os mares nunca dantes navegados.
Dentro das naus viajaram também mulheres, cujo papel foi determinante para os descobrimentos.Intérpretes, tecedeiras, “biscoiteiras”, escravas, “massadeiras”, curandeiras ou, simplesmente, esposas e amantes. Para aqueles que falam dos descobrimentos como um pedaço da nossa história “exclusivo dos homens”, o livro “Mulheres Navegantes”, da historiadora Fina d’Armada, revela o lado mais feminino das descobertas portuguesas.
“Sempre ensinei História e fui constatando um dado curioso: só ensinava a história dos homens, embora fosse paga pelos impostos de homens e mulheres”, conta a investigadora. “Achei que estava na altura de me debruçar sobre o papel feminino na nossa História.”
O tema dos descobrimentos foi fácil de escolher: , conta Fina d’Armada. O trabalhou culminou com mais de “cinco difíceis anos” de investigação. “Há uma mentalidade muito machista e contar a História no masculino é visto como regra”.
“Feminista” convicta, Fina d’Armada não receia que o seu trabalho seja mal interpretado pelos homens: “Apenas luto pela igualdade. O fim do império masculino acabou quando abriram as portas das escolas às mulheres”.
Estão a ser leiloadas na Internet vacas que participaram no Cow-Parade Lisboa 2006, e uma delas é a Gloriosa:
Uma vaca vistosa “dominada pelas cores do Benfica que representam a alegria e vivacidade de encarar o desporto (vermelho) e a pureza (branco), que no seu conjunto geram um grande impacto visual. As águias estão em posição de ataque, numa atitude que representa a vontade de vencer qualquer adversário. Em suma, o Benfica. A Vaca está assinada pelos jogadores do clube.”
Amigos, especialmente os benfiquistas, se ainda não têm, não percam a oportunidade de ter uma!...
PS.:Vão precisar dela para o Campeonato, e já com o Paços e o...Manchester.
Cumpre-nos fazer imensa coisa. Cumpre-nos odiar a natureza. Cumpre-nos adiar a natureza. Cumpre-nos matar para não morrer, e vice-versa. Cumpre-nos saber escolher meticulosamente os termos: senhor, dinheiro, fuso horário, compromisso, falcatrua, mostruário de vermes, atenção ao trânsito, postos, subalternos, garrafa queimada, omissão das ciências naturais. Cumpre-nos estudar o mundo do avesso. Cumpre-nos apertar a mão aos criminosos e dizer bom-dia! aos chulos. Cumpre-nos considerar os pretos excelentes pessoas pela razão (capilar) de que produzem bom rendimento no cólon das virgens e sorriem eternamente perplexos entre a mentira e a verdade, a verdade e a mentira: cumpre-nos desejar-lhes boa sorte e que a próxima amante sua e rica lhes ofereça de presente um automóvel. Cumpre-nos ser amáveis — pois! — para toda a gente ainda que o não mereça por motivos fúteis e cristãmente perdoáveis. Cumpre-nos apertar, lacerar, minguar, sujar e enrolar a língua: para dentro, não para fora -: o que, em público, não se faz: só na intimidade se diz o que se pensa. Cumpre-nos evitar dizer o que se pensa; acerca de muita coisa. Cumpre-nos carregar no botão na hora da morte e dizer: estou vivo. Cumpre-nos não viver demasiado, porque a vida, enfim, tem que se lhe diga… Cumpre-nos dizer somente o necessário — o necessário para que nos não ouçam mas percebam — percebam que os ouvimos e que os percebemos, aos poços de petróleo. Cumpre-nos evitar tropeçar — irremediavelmente! despudoradamente! — nas máquinas. Cumpre-nos fazer com que as máquinas produzam: pão, em vez de cadeiras. Cumpre-nos ser até ao fim os inimigos de nós mesmos e não criar amigos por conveniência para com os hábitos adquiridos, as relações cerimoniosas entre o marquês e o lacaio, entre o mordomo e o ‘marquês, entre as duas ou três divindades terrenas que regem o universo e orientam a limpeza da casa, o arranjo e a limpeza da casa para receber visitas - relações estas que - nos cumpre identificar por relações (complexas) entre a mesa (suja) e (limpo!) o pano-de-pó. Cumpre-nos proceder, sozinhos, a uma limpeza geral que inclua a cama onde dorme a sono solto O-Senhor-Disto-Tudo: e velar pelo sono - D’ELE - regando, borrifando, perfumando com sumo de magnólias o privilegiado lugar onde se deita o homem. Cumpre-nos, sobretudo, defender a liberdade e a dignidade do homem. Cumpre-nos não ser tratados como cães.
Hoje a minha mãe telefonou-me a perguntar se estava bem, por causa da cólica intestinal que me atacou no fim-de-semana, e disse-me as mesmas coisas de quando eu era miúdo, e já lá vão tantos anos, quase 48. E, não resisti, a transcrever este texto do Paulo Geraldo:
“Obrigado porque tiveste na tua vida um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderias ter saboreado. Porque - mais do que isso - fizeste da tua vida um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreste para que eu pudesse viver.
Porque não eras corajosa, mas tiveste a coragem de embarcar numa aventura que sabias não ter retorno.
Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu vim.
Porque não só me aceitaste como era, como estavas disposta a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias "o meu filhinho" mesmo que eu tivesse nascido deformado e me contarias histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levarias ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostrarias com orgulho às tuas amigas. Porque seria sempre o teu bebé lindo.
Devo-te isso, embora não tenha acontecido, porque o farias.
Obrigado porque não tiveste tempo para visitar as capitais da Europa. Porque as tuas amigas usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, sendo mulher, chegaste a esquecer-te de que havia a moda.
Porque não te deixei dormir e estavas sorridente no dia seguinte. Porque foste muitas vezes trabalhar com manchas de leite na blusa. Porque me sossegaste dizendo "não chores, filho, que a mãe está aqui", e estar no teu regaço era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus.
Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus.
Obrigado porque não tiveste vergonha de mim quando eu fazia birras nos museus, ou me enfiava debaixo da mesa do restaurante porque queria comer um gelado antes da refeição. E porque suportaste que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus amigos me vissem contigo na rua.
Obrigado porque fizeste de costureira e aprendeste a fazer bolos. Porque fizeste roupas e máscaras para as festas da escola. Porque passaste uma boa parte dos fins de semana a ver jogos de rugby ou de futebol para que - quando eu perguntasse "viste-me, mãe, viste-me?" - pudesses responder com sinceridade e orgulho "é claro que te vi!".
Obrigado por o teu coração ser do tamanho de me teres dado irmãos. Como eu seria pobre se não os tivesse!
Obrigado pelas lágrimas que choraste e nunca cheguei a saber que choraste.
Obrigado porque ralhaste comigo quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando "roubei" batatas fritas antes de o jantar estar servido, quando atirei a roupa suja para um canto do quarto. Obrigado por me teres mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me teres mandado fazer tarefas da casa que tu farias bem melhor e muito mais depressa.
Obrigado por teres mantido a calma quando eu num dia de chuva fui consertar a bicicleta para a cozinha, ou quando arranjei uma namorada de cabelo verde...
Obrigado por teres querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaste sair à noite sem saberes muito bem com quem ia e onde ia.
Obrigado porque eu cresci e o teu coração parece ter também crescido. Porque me deste coragem. Porque aprovaste as minhas escolhas, e te mantiveste a meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantas a cabeça - mesmo sabendo que eu estou muito longe - quando vais na rua e ouves alguém da multidão chamar: "mãe!".
Obrigado por guardares como tesouros os desenhos que fiz para ti na escola quando era o Dia da Mãe. E por ficares à janela a ver partir o carro, quando me vou embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.
Obrigado - já agora... - por não teres esquecido quais são os meus pratos favoritos; por o sótão da tua casa poder ser uma extensão do sótão da minha casa; por teres ainda no mesmo lugar a lata dos biscoitos...”
A comitiva portuguesa presente nos Mundiais de atletismo para deficientes que decorreu em Assen (Holanda), constituída por 19 atletas e respectivos treinadores e dirigentes está de parabéns pelos excelentes resultados obtidos nesta competição.
De destacar a medalha de ouro ganha na estafeta de 4x100 metros pela equipa constituída por Gabriel Potra, Carlos Lopes, José Alves e Firmino Baptista.
Os atletas, no final, afirmaram que "o espírito de equipa e a amizade de longa data" entre todos foram fundamentais para tão importante triunfo e que será "preciso investir um pouco mais no desporto paralímpico".
“…garanto o que já disse: este apito vai mesmo apitar e não sou nem me chamo doutor Ricardo Bexiga!”
Luís Filipe Vieira, presidente do SLB in jornal “A Bola” de 09/Setembro/2006
QUEM É RICARDO BEXIGA
“Quando as pessoas pensam que com telefonemas, ou outra coisa qualquer, intimidam-me, esqueçam. Eu não sou o doutor Ricardo Bexiga, claramente enganaram-se na pessoa..”. Quem é, afinal, Ricardo Bexiga? Foi vereador da Câmara de Gondomar, eleito pelo PS, que durante anos desafiou Valentim Loureiro. Além de o ter enfrentado politicamente, levantou graves suspeitas sobre irregularidades cometidas na autarquia.
in jornal “A Bola” de 09/Setembro/2006
PS.: Ricardo Bexiga é sportinguista e, actualmente, é membro do Conselho Directivo do Instituto Nacional de Habitação e líder da bancada parlamentar do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Gondomar.
RICARDO BEXIGA GANHOU PONTOS VALENTIM LOUREIRO ACERTA NO RESULTADO LUIS FILIPE VIEIRA COMEÇA A PERDER PONTOS
“Apita o comboio! Lá vai a apitar! Apita o comboio à beira do mar … … … … … … … … … … … …”
Deito fora as imagens.
Sem ti, para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me
ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como "O Amor Inteligente" ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo "A Paixão Tem Olhos Azuis", difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.
Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4a. série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).
Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.
Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.
Gastámos uma pipa de massa com as “vacances” na "estranja", entre o fogo no Seix(o)elles, o circuito de manutenção do Oporto’s Park City e a água tórrida de Mira(del)Mar.
..
Não há nada como passar as férias na parvónia como fez o meu camarada de blog, André Portelinha, que, com pouca guita, está a passar umas férias deliciosas nas paradisíacas praias fluviais de Gondomar (bendito POLIS!...), a julgar pelo mms que acabo de receber.
“Nesta frescura tal desembarcavam
Já das naus os segundos Argonautas,
Onde pela floresta se deixavam
Andar as belas Deusas, como incautas.
Algũas, doces cítaras tocavam;
Algũas, harpas e sonoras frautas;
Outras, cos arcos de ouro, se fingiam
Seguir os animais, que não seguiam.
Assi lho aconselhara a mestra experta:
Que andassem pelos campos espalhadas;
Que, vista dos barões a presa incerta,
Se fizessem primeiro desejadas.
Algũas, que na forma descoberta
Do belo corpo estavam confiadas,
Posta a artificiosa formosura, Nuas lavar se deixam na água pura.”
Luís de Camões
“Os Lusíadas” - Canto IX
Um dos temas em foco durante a semana nos “media” foi a prática sexual dos portugueses. Ora, estamos em tempo de férias, logo, toca a “olear”… por causa dos raios solares!
As pessoas mais sensíveis não devem ver o vídeo. WRESTLING COM ÓLEO FULA
"Não vou aqui falar de injustiça, de crueldade e de abominação. Todas as guerras são injustas, cruéis e abomináveis.
Vou falar apenas de estupidez.
Esta guerra israelo-árabe, de que a invasão e destruição do Líbano é um episódio, é a guerra mais estúpida que a humanidade tem sofrido. Porque dura há quatro mil anos e, ao fim de quatro mil anos, nenhum dos beligerantes aprendeu fosse o que fosse com a História.
Desde há quatro mil anos que os judeus lutam contra todos os povos da região. Desde há quatro mil anos que os povos da região lutam para expulsar os judeus. Sem que qualquer um deles tenha logrado alcançar os seus objectivos, e sem que haja perspectivas de que, algumas vez, o consiga.
Parece elementar que, face ao peso e às evidentes lições da História, no século XXI ambos cedessem e passassem a viver em paz.
Mas o fanatismo religioso de ambos os lados impede que tal aconteça. Ambos lêem a Bíblia e o Corão como o faziam há mil e trezentos anos.Por isso a esperança de paz é tão ténue."
Como apoiante de Manuel Alegre nas presidencias , inclusive responsável pelo blog gondomaralegre.blogs.sapo.pt, não posso deixar de condenar o vil ataque de alguma "informação" e políticos de "baixa estatura" e prestar a minha solidariedade, transcrevendo o presente texto:
Economista da CGTP esclarece pensão de Alegre [Fonte: Francisco Almeida Leite e Pedro Correia /DN, 26.07.2006]
Eugénio Rosa, economista da CGTP e especialista em matéria de Segurança Social, considera que a pensão de Manuel Alegre "não diz respeito só à RDP, mas sobretudo às funções de deputado". Em declarações ao DN hoje divulgadas, Eugénio Rosa esclarece: "Como nunca se desligou da RDP, chegou aos 70 anos e foi reformado'compulsivamente'."
O sindicalista afirmou ainda ao DN: "Aliás, os valores até são equivalentes ao ordenado médio de um deputado". E acrecentou que Alegre terá direito "a outra reforma, para a qual nem descontou, que é a subvenção mensal vitalícia como deputado".
“As monografias, são um tipo de obras, numa altura de rápidas transformações, única forma, não só de se conhecerem as raízes duma comunidade, como de preservar a memória colectiva, que nos identificam como povo, com particularidades locais/regionais diversificadas.”
A Monografia da Vila de Fânzeres, da autoria de Albano Magalhães, Fina d’Armada e Natália Correia, é uma obra cuja aquisição aconselhamos, apesar de em devido tempo considerarmos o lançamento destempado e apressado, daí alguns erros dactilográficos que não ofuscam a grandiosidade da mesma, por ser efectuado em época eleitoral (autárquicas/2005), com aproveitamento político, e consequente “bajulação” do Executivo da Junta da altura, imprescindível na biblioteca de fanzerenses e não só.
A Assembleia de Freguesia de Fânzeres está prestes a entrar para o Guiness pela mais duradoura sessão de Assembleia, iniciou-se em 28.Abril.2006 e terminou (?!...) em 14.Julho.2006, esperamos!...
"Ao concelho executibo da escola
Á dos roubados
2300 -564 Lavoura de cima
Com base nos pedidos da sra. Minista aqui fica a minha avaliacao dos prufessorês do meu educandu, o Zé augusto silba, assim são:
Portugues: dois pontos, é aplicada e gosta muito dos poemas mas isso na mata a fome a ninguém, eu cá axo que essa disciplina debe ser acabada, nos sabemos muto bem falr e escreber por isso e perca de tempo.
Ingles: três pontos, axo muto bem esta disciplina, e muito educatiba e o me Zé tame sempe a dizer "fuc iu", o que quer dizer "gosto muto de ti mãe", lindo.
Frances: dois pontos, isto dos aveces já foi tempo, agora o pessoal esta mais virado para a Alemanha lá ganhase muto mais assim aprender esta coisa é dispenssavel, devia acabarse com ela.
Historia: Eu cá quando andaba na escola gostaba muto de istoria, isto e que era cada um contaba uma istoria, ainda me lembro daquela do ti badelhas, quando ele caio com o burrico e lá se foram as nespereas aquilo é que foi rire as gargalhadas, gosto muto quatro pontos.
Geografia: O me Zé gosta muto ele ate sabe onde se faz a coca, e na colômbia, ele bebe muta coca cola, eto lhe sempre a dizer Zé isso fazte Mali mas ele na me oube, quatro pontos.
Matematica: um ponto, esta disciplina devia acabar o me Zé chega sempre a casa com dore de cabeca já na sei que lhe dé pras dores, e muto violenta a disciplina e o sacana do prufessorê até quer que o miudo traga trabalho pra fazer em casa vejam so, como se o cachopo já na tivesse cosas pra fazer.
Ciencias-naturaes: tres pontos, o me Zé ate gosta disto ele aprendeo que os sapos e as rans tamem fazem o amor, foi lindo ele a correre atraz da irmã pra lhe mostare como se faz, bem o me marido foi dar com ele atraz da ovelha jaquina foi uma sorte, na fosse o raio do gaiato apanhar a tal da siva e era mau.
C. Fisica e quimicas: um ponto, atao na e que o raio do prufessorê me queimou as pestanas do me Zé, o cachopo chegame a casa todo qemadinho das pestanas, isto e um prigo esta disciplina devia acabare e mai nada.
Ed. Fisica: cinco pontos, axo muto bem fazer o me Zé levantarse da cadera e correre, ate proque ca em casa ele esta sempre a correre atraz da irmã aquilo e que são os dois marotos sempre na brincadera, outro dia ate ele já estava com as calcas na mão e ela a correre a frente dele mas o sacana consegio memo assim apanhar a mosoila, ele e rápido.
A FPF está simplesmente a reivindicar o que acha de direito de acordo com a lei. O Artigo 12.º - Delimitação negativa de incidência, do Código do Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Singulares, ponto 5, refere:
“O IRS não incide sobre os prémios atribuídos aos praticantes de alta competição, bem como aos respectivos treinadores, por classificações relevantes obtidas em provas desportivas de elevado prestígio e nível competitivo, como tal reconhecidas pelo Ministro das Finanças e pelo membro do Governo que tutela o desporto, nomeadamente jogos olímpicos, campeonatos do mundo ou campeonatos da Europa, nos termos do Decreto-Lei n.º 125/95, de 31 de Maio, e da Portaria n.º 953/95, de 4 de Agosto.”
Logo, apesar de acharmos imoral e uma injustiça de todo o tamanho, tal preceito foi aprovado pela AR. Esta, sim, e o Governo de então, é que deviam ter ponderado da justeza de tal medida. É certo que o Sr. Madaíl da FPF não deve conhecer o país onde vive. Se assim não fosse, teria vergonha na cara, para não vir afrontar os trabalhadores que ganham salários miseráveis e que pagam todos os impostos. Todavia devemos referir, e também é escandaloso, talvez mais por não atingirem o 4º lugar a nível mundial, existirem várias figuras com carácter remuneratório pagas em empresas públicas e afins (PT, EDP, PETROGAL, etc.) a "excelentes" administradores, directores e quejandos isentas, tais como oferta de viaturas (alguns administradores chegam a montar stands tantas são as trocas) e determinados "prémios" e "subsídios".
Amanhã, todos ao Estádio Nacional para felicitar a Selecção Nacional, como se a taça fosse nossa! Eles merecem, nós merecemos. Nobre povo, nação valente.
Schw... quê ? Schweinsteiger - o poder da eficácia.
Três remates de Schweinsteiger – um desviado por Petit para o auto-golo – impediram a Selecção Nacional de repetir o terceiro lugar num Mundial. Mas Portugal não desistiu, Nuno Gomes entrou para marcar o golo de honra de uma campanha lusa que superou todas as expectativas.
Para a história fica o resultado e as estatísticas:
Porque hoje é sexta, e porque é efectivamente irresistivel transcrevo o "post" do blog "TUGIR"-Análise Nacional.
Análise nacional
Uns colegas chamaram-me a atenção para esta canção de intervençãosobre o Portugal contemporâneo.
As pessoas mais sensíveis não devem ouvir a música.
Economistas e sociólogos, sobretudo, têm na letra alguns indicadores dignos de análise.
O Mundial de Futebol 2006 não privilegiou o futebol de ataque, o futebol espectáculo, antes pelo contrário. Sugerimos, apesar de nos virem a considerar utópicos, que se adaptem algumas regras do basquetebol e do hóquei, tais como:
- A equipa de posse da bola tem n minutos para passar para o meio campo adversário (ataque), caso contrário a equipa adversária beneficia da posse de bola.
- Após passar para o campo adversário, a equipa atacante não pode levar a bola à defesa (meio campo) caso contrário a equipa adversária beneficia da posse de bola.
- A partir do momento que uma equipa atinge n faltas, a equipa adversária beneficia de grande penalidade.
- Aquando da marcação de cantos só podem estar, no máximo, 4 elementos de cada equipa e o guarda-redes na grande área.
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser-quase, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...
Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Os analistas consideram Portugal um “outsider” na disputa das meias-finais do Mundial. Os países semi-finalistas são europeus e Portugal é tão só vice-campeão europeu em título. Tal desconsideração só nos dá mais força para acreditarmos que é possível a vitória.E como escreve Manuel Alegre na sua crónica no jornal “Público”: “Façamos qualquer coisa de esquerda, continuemos a apoiar a nossa selecção, porque nesta luta de classes mundial os jogadores portugueses estão a ser discriminados.”
É tempo de todos apoiarmos sem rodeios a selecção porque ela vai, sem sombra de dúvidas, jogar para ganhar.
"1. Um distinto jornalista quis falar comigo sobre o próximo congresso do PS. Escusei-me. O que neste momento me aflige é saber se Cristiano Ronaldo joga ou não. Como milhões de portugueses, só penso no Portugal-Inglaterra. É só um jogo, dir-me-ão. Pois aí é que está o busílis: é só um jogo. E um jogo é um jogo é um jogo, escreveu uma colunista do PÚBLICO, parafraseando Gertrude Stein. Um jogo. E por isso este aperto no estômago e na alma. Porque só pode haver um resultado. E uma vitória é uma vitória é uma vitória.
2. Desde 2002 que nenhum jogador da selecção portuguesa tinha sido expulso. Há, no entanto, uma campanha para tentar fazer crer que somos um país de trogloditas, com uma selecção constituída por malfeitores. Portugal é suspeito de ser um perigoso candidato a estragar os planos dos donos da FIFA e poder vir a intrometer-se em meias-finais mais ou menos predeterminadas. Eriksson mostrou mais uma vez que é um cavalheiro. O mesmo não se pode dizer de jornalistas ingleses que por todos os meios procuram pressionar a arbitragem e provocar a nossa selecção em termos que, por vezes, roçam a grosseria e o insulto. Mais estranho é que um jornalista português, na véspera do Portugal-Holanda, tenha perguntado ao árbitro Ivanov se achava que Portugal se ia comportar melhor do que na Coreia. Talvez o nosso destino, desde aquela "primeira tarde portuguesa" (assim se referiu Alexandre Herculano à batalha da fundação, em S. Mamede, Guimarães ), seja o de, antes de enfrentarmos os outros, termos sempre de começar por aturar alguns dos nossos.
3. São muitos os interesses que dominam o Mundial. Festa dos povos por um lado e, por outro, uma espécie de nova luta de classes entre quem tem o poder e quem o não tem. Esteve bem Pauleta, na conferência de imprensa onde, com firmeza e elegância, defendeu a dignidade da selecção e do país. "O Mundial não se joga só no campo", disse ele. Pois não. E talvez não tenha sido por acaso que o presidente da FIFA tenha feito mais uma insólita declaração, desta vez a elogiar Klinsmann e a selecção alemã. O que é quase uma indicação de voto sobre as suas preferências para a final. Escrevo antes do Argentina-Alemanha. Mas toda a gente sabe quem é que a FIFA, além do país organizador, gostaria de ter na final. É importante que a nossa selecção saiba que, contra os interesses instalados, o país está com ela. Por isso, perante o silêncio dos que tinham obrigação de falar, gostei de ouvir o primeiro-ministro José Sócrates a fazer o elogio do espírito de equipa e da liderança de Scolari. Como no filme de Nanni Moretti, apetece-me dizer-lhe: Façamos qualquer coisa de esquerda, continuemos a apoiar a nossa selecção, porque nesta luta de classes mundial os jogadores portugueses estão a ser discriminados.
4. E ao quarto dia Zidane ressuscitou. Como já tinha acontecido com Ronaldo renascido e reencontrado com a sua incomparável arte de marcar golos e com um Figo rejuvenescido no comando da selecção de Portugal. Afinal, até agora, as grandes revelações foram as dos que há muito já se tinham revelado. Esperavam-se os novos, apareceram os "velhos". No futebol, como na política, o marketing anda frequentemente desfasado da realidade. O génio do futebol é o que, na hora da verdade, escreve na relva a sua diferença. Como fez Zidane, de quem, parafraseando T. S. Eliot, se podia dizer: "No meu fim está o meu princípio."
5. "Amargo caminhar, porque o caminho / pesa no coração." Assim escreveu o grande António Machado, assim foi o incompreensível e amargo caminhar da selecção de Espanha. Prometeu tudo no primeiro jogo, mais uma vez promessa não cumprida. Os jogadores entraram em campo tristes e sombrios. Não se ganham jogos assim. Vi lágrimas nos olhos de rapazes e raparigas que em Madrid olhavam para nenhures como se ainda não acreditassem. Talvez seja esse o problema da selecção de Espanha: chega o momento decisivo e duvida de si mesma. Amargo caminho. Um peso no coração.
6. Estou cansado de ler e ouvir que melhor seria que Portugal, em vez de estar entre os oito melhores do mundo de futebol, ocupasse idêntica posição noutros domínios. Parece que mesmo quando vamos além gostamos de nos sentir aquém. Por que é que não estamos à frente na ciência, na educação, na economia? Não é com certeza por culpa do futebol. Lembro-me de um discurso de Felipe González, quando ganhou as primeiras eleições: "Que o pedreiro trabalhe a pedra com convicção moral, que o romancista escreva o romance com convicção moral, que cada um faça o seu trabalho com convicção moral." O meu amigo Miguel Sousa Tavares diz que tem mais orgulho em António Damásio e Maria João Pires do que em Figo e Cristiano Ronaldo. Eu tenho o mesmo orgulho em todos eles. Porque cada um faz bem, com talento e brio, o seu trabalho. Com convicção moral, expressão que vem talvez de Manuel Azaña. Continua a ser preciso que cada um faça bem o seu trabalho. António Sérgio dizia que a reforma das mentalidades era condição de todas as outras reformas. Scolari reformou a mentalidade da selecção. E por isso Portugal está entre os melhores no futebol. Que esse exemplo frutifique e nos ajude a ganhar outros campeonatos, sobretudo o campeonato contra nós mesmos e certos males atávicos: incultura, iliteracia, incivismo, inveja e maldizer. Basta de golos na própria baliza. É tempo de jogar para ganhar. Com brio e convicção moral. Como têm feito os nosso jogadores. Eles cumpriram as suas obrigações. Que outros cumpram as suas.
7. Meu avô Mário Duarte, que dá o nome ao estádio de Aveiro e foi considerado o desportista português mais completo, costumava dizer a meu pai e meus tios, todos eles campeões em várias modalidades: "É preciso saber ganhar com humildade e saber perder sem azedume." Depois, cofiava o bigode e acrescentava: "Agora livrem-se de perder." É o que me apetece dizer, com toda a fraternidade, aos jogadores da selecção de Portugal."
A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a pára
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.
A um passe de Didi, Garrincha avança
Colado o couro aos pés, o olhar atento
Dribla um, dribla dois, depois descansa
Como a medir o lance do momento.
Vem-lhe o pressentimento; ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento,
Dribla mais um, mais dois; a bola trança
Feliz, entre seus pés – um pé de vento!
Num só transporte, a multidão contrita
Em ato de morte se levanta e grita
Seu uníssono canto de esperança.
Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!
É pura imagem: um G que chuta um O
Dentro da meta, um L. É pura dança!
Pelos campos do mundo senha e signo
ele não desiste e nunca repete
e em cada rua é um menino
de camisola número sete.
Pelos campos do mundo seu nome é quem nos diz
ele corre e finta e dribla e com seus pés
pelos campos do mundo escreve o seu destino.
Por isso diz-se Figo e é um país
com ele o sonho é português.
Terreno de filho de Valentim valorizado em tempo recorde
“Um pagamento voluntário de sisa, efectuado por José Luís Oliveira (vice-presidente da Câmara de Gondomar), Laureano Gonçalves (antigo dirigente do Conselho de Arbitragem) e Jorge Loureiro (um dos filhos de Valentim Loureiro, presidente da Câmara de Gondomar) desencadeou uma auditoria da Inspecção Tributária, a qual revelou contornos pouco claros de um negócio efectuado pelos três com a STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto).
O terreno denominado como "Quinta do Ambrósio" que foi comprado em Novembro de 2000 a Ludovina Cunha por 1 072 416 euros (cerca de 215 mil contos) quase quadruplicou o seu valor, na sequência da sua desafectação da Reserva Agrícola Nacional (RAN) aquando da aprovação do Plano de Urbanização de Fânzeres, sendo vendido à STCP, representados por Oliveira Marques (actualmente presidente da Metro do Porto) e pelo administrador José Gonçalves Martins pelo preço de 800 mil contos (quatro milhões de euros).
A STCP compraram o terreno com o objectivo de construir uma estação de recolha de autocarros.
Valentim Loureiro fez saber que teve apenas uma intervenção "institucional" no processo de desafectação do terreno de RAN que foi realizado no âmbito do PU de Fânzeres.”
Como uma força, Como uma força
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, Como uma força
Como uma fome que ninguém pode matar
Força! Força! Força! Força!
Uma boa maneira de comemorar o 10 de Junho é partilhar a arte e obra de José Alberto Mar, pintor e poeta português.
Descobri a poesia de José Alberto Mar através da obra “O Rosto Nu” distinguida com menção honrosa na 7ª Edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, terra onde nasci e vivo, e da qual publiquei um poema e extraímos o pensamento:
1
Por vezes, alguém põe um dedo na ferida. Quero dizer: alguém acorda a sombra geral dos seus nomes e os nomes mergulham nos ritmos do sangue e logo as mãos crescem para os lugares e os lugares crescem com elas e tudo fica mais alto. Há quem passe, olhe de lado e continue a sua vida. Outros há que passam e se detêm por um pormenor mais chamativo.
A Net deu a conhecer este blog ao pintor e poeta que enviou esta semana a poesia que publicamos, e que muito agradecemos:
Posoidon-Deus do Mar
Vi o mármore abandonado ao martelo
a música, a cair em si
e depois
as formas dos deuses.
Eles não sabem nem sonham que nós temos uma outra vida. Eles não sabem nem sonham que para além do dia a dia cinzento, do transito, do trabalho e das conversas fúteis e vazias, nós temos uma outra vida.
Eles não sabem, quando nos vêm na rua, no trabalho, nos transportes, que nós chegamos à noite e sentados frente a um PC entramos num outro mundo. Num mundo onde, à partida, somos todos iguais. Num mundo onde podemos dizer o que nos vai realmente na alma sem o perigo de sermos considerados excêntricos, estranhos ou sermos marginalizados.
Eles não sabem nem sonham que nós para além de sermos Pedros, Josés, Antónios ou Marias, somos também Paganinis, Estrelas_do_mar, _me4you_ ou o que nos der na real gana.
Podemos transvestirmo-nos em nós próprios. Podemos escolher o nome que sempre desejámos, o do herói da nossa infância ou do nosso ídolo musical. Podemos mostrar os nossos escritos, as nossas poesias, os nossos sentimentos, abrir o nosso coração.
Eles não sabem que enquanto se sentam frente ao écran da televisão numa atitude passiva, nós comunicamos activamente.
Nós não somos melhores do que eles. Mas eles não percebem o nosso mundo. Não percebem a alegria de receber um mail de um ente querido que há muito não víamos, não percebem a carolice de manter um site actualizado e nos esfalfarmos a trabalhar para tal, a troco de nada - pensam eles, mas a troco de uma grande alegria e realização - sabemos nós.
Eles não sabem nem sonham que esse mundo não tem nada de virtual … que é real, que são pessoas reais que conhecemos, com sentimentos reais, opiniões, gostos, etc.
Eles não sabem nem sonham que nós trazemos para este nosso mundo uma parte dos nossos sonhos.
Tinha o seu nome no registo
E, para além, dos momentos de filosofia barata,
Do “penso, logo existo”, do “sei que nada sei”,
Tinha uma fome sem remédio a que chamava poesia.
Ao seu olhar, tudo tinha um certo espírito secreto
Que ninguém entendia, ou não queria !...
Tinha um incógnito rosto
E, um gosto absurdo de sofrer, a dor própria e a alheia,
E, um certo cansaço de ver
A mesma aranha tecer a mesma teia.
Era, tal como os mais,
Dono de tudo sem querer nada.
Raramente lia os jornais
E, acerca dele, a impressão dos outros pouco importava !...
O outro que tinha,
O outro que era, ...
O outro ? Que outro ?!
Sou eu !
"O Imaginário Extraterrestre em Portugal no século XX (1908-2000)
- Representações e estereótipos sociais" Uma viagem inédita ao Inconsciente colectivo português
Auditório da Universidade Fernando Pessoa Dia 1 de Junho - 18 horas
Apresentação: Prof. Doutor Joaquim Fernandes e Dr. Mário Neves Moderação: Mestre Nelson Lima Santos Introdução: Prof. Doutor António Marcos
Organização do CTEC
- Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência -
Universidade Fernando Pessoa (UFP)
A mobilização das mulheres para formar a mais bela bandeira do mundo de apoio à selecção nacional de futebol e entrar no guinness foi um sucesso.
Todavia, toda essa energia devia ser aproveitada, canalizada, para coisas verdadeiramente úteis como, por exemplo, sensibilizar os portugueses a comprar produtos… portugueses, e assim apoiar a produção nacional, contribuindo para um maior crescimento da economia e diminuição do desemprego no nosso país.
Esta campanha devia ter o condão de alertar os portugueses para, pelo menos na compra de artigos relacionados com o Mundial 2006, na hora de escolher, comprar produtos nacionais. Vá lá, divulgue ! Mude os seus hábitos! Tome uma atitude!
Olhe que o que é nacional, é bom ! É preciso acreditar !
A mais bela bandeira do mundo.
O Festival da Canção da Eurovisão.
Touradas, futebol e Globos de Ouro.
Campo grande e Campo Pequeno.
Glamour para cima, glamour para baixo,
e glamour para os lados…
E um Grande Senhor: RAUL SOLNADO após receber a estatueta, merecidíssima, afirmou: “vale o que vale”,
e como ele costuma desejar:
Hoje, quando parametrizava relatórios em SAP-BW, dei comigo a pensar na Festa das Flores de Campo Maior que tive o prazer de visitar em Setembro de 2000, e que recomendo. Tempo bem passado, em que navegamos (eu e a família) num mar de flores interminável, multicolor.
“As Festas do Povo também designadas das Flores ou dos Artistas são festas que remontam a 1893, realizadas de 2 em 2 anos ou de 4 em 4, quando o Povo entende, em honra de São João Baptista, e têm como grande atracção a decoração das ruas de Campo Maior (sobretudo no Centro Histórico) com flores de papel ( milhares e milhares de flores - rosas, cravos, tulipas, glicínias, papoilas, etc) e outros objectos em cartão e papel, feitos pelos residentes de cada rua. São meses e meses de trabalho e entusiasmo dedicados á preparação desse maravilhoso e fascinante jardim florido que surge, como por encanto, ao raiar de uma aurora de Setembro.
Nestes dias Campo Maior oferece-nos um raro espectáculo: para além das ruas “enramadas”, temos as encantadoras e suaves melodias – as célebres “saias” – inspiradas em quadras soltas acompanhadas de ritmo vivo e alegre com pandeiretas e castanholas.
Às Festas do Povo ocorrem milhares de turistas que contemplam as mais de 100 ruas engalanadas, e a cada passo encontram uma surpresa, uma descoberta, uma nova realidade que os seus olhos ainda não tinham visto.
Para além de contemplar a beleza que se encontra em cada recanto, existe em paralelo um programa cultural bastante diversificado, bem como mostras gastronómicas.“
in www.festasdopovo.pt
As últimas Festas das Flores decorreram em 2004, e as próximas para quando?
Quando a consciência colectiva assim o determine, voltará a nascer a primavera em Setembro.
Três amigos conversavam num bar, quando começaram a falar dos presentes que iriam dar às suas namoradas.
O amigo médico disse:
- Vou dar à minha namorada um colar de ouro com brilhantes e um anel de rubis. Se ela não gostar do colar, tenho a certeza que ela vai gostar do anel.
O amigo advogado continuou:
- Hoje à noite a minha namorada vai ganhar um telemóvel novo,o mais leve do mundo, e um vídeo gravador com 8 cabeças. Se ela não gostar do telemóvel, vai gostar do vídeo.
E por último falou o amigo engenheiro:
- Vou dar à minha namorada uma blusa da Zara e um vibrador. Os amigos ficaram curiosos e quiseram saber porquê um vibrador. E ele respondeu:
- Se ela não gostar da blusa, que se f*da!
No intervalo de um congresso sobre telecomunicações juntam-se na mesma casa de banho 3 consultores: Um da TMN, um da VODAFONE e outro da OPTIMUS.
O consultor da OPTIMUS mija, lava as mãos, limpa-as com várias toalhas de papel e diz "Nos na OPTIMUS não olhamos a despesas."
O consultor da VODAFONE mija, lava as mãos, limpa-as com uma única toalha de papel e diz "Nos na VODAFONE procuramos a redução de custos."
O consultor da TMN mija, não lava nem limpa as mãos e diz "Nós na TMN não mijamos nas mãos."
PS.:Este post já não faz sentido uma vez que ontem (15/Maio) os serviços do Ministério corrigiram o problema.Todavia, os técnicos de informática do Ministério das Finanças têm de ter mais cuidado com a “segurança” do site, porque no âmbito do choque tecnológico,, podem sair “chocados”…
Para quem não foi a tempo de ver o último cumpridor da Lei, deixamos a imagem do “ataque” de que a página foi alvo.
Posteriormente o blog Ai, o Camandro!também entrou na brincadeira e publicou no site o seguinte anúncio:
O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de Maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
Pinto da Costa não vai ser julgado pelo crime de corrupção no fenómeno desportivo, de que estava indiciado no âmbito do processo ‘Apito Dourado’, relativamente ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora, disputado no dia 24 de Janeiro de 2004.
in jornal CORREIO DA MANHÃ
Valentim Loureiro não responde em tribunal
Depois de Pinto da Costa e do ex-árbitro Jacinto Paixão terem sido ilibados do Caso “Apito Dourado”, o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) decidiu arquivar o processo contra Valentim Loureiro. Os investigadores não encontraram qualquer indício criminal nas conversas entre o major e membros do governo PSD.A investigação confirmou, por outro lado, que havia empréstimos de Joaquim Camilo, construtor civil, ao Boavista.,mas entendeu que estes eram formas de financiamento que habitualmente se utilizam no mundo dos negócios.
in jornal DESTAK
Polícia Judiciária parada
O combate à corrupção e criminalidade económica «está parado» na Polícia Judiciária desde Janeiro, avançou o Correio da Manhã. Segundo o diário, as secções foram desfeitas e os inspectores já não combatem os crimes.
O tradicional concurso de Cartazes de Abril, promovido junto dos estudantes de Gondomar, teve este ano como vencedora uma aluna da Escola Secundária de Rio Tinto. Joana Isabel Ferreira Mendes elaborou, no âmbito do Concurso lançado pela Câmara Municipal, um interessante cartaz, merecendo a distinção do Júri e o primeiro prémio, das mãos do Presidente da Câmara, major Valentim Loureiro.
Joana representou a sua mensagem através de uma espécie de cronómetro, que, além de contar os 32 anos que passaram sobre a Revolução, mostra que ela está, afinal, ainda bem presente na memória de todos nós e, sobretudo, nas nossas vidas. Além de encabeçar a exposição de cartazes gerada a partir do concurso e de ver a sua obra reproduzida em serigrafia, a Joana vê já, em todo o Concelho de Gondomar, o cartaz da sua autoria espalhado nos “Mupis” Municipais.
”4ª medida: rever a lei das finanças regionais e pôr fim aos subsídios orçamentais à Madeira. O Estado tem a obrigação de ajudar o desenvolvimento das regiões mais pobres. Ora, a Madeira é hoje a 2ª região mais rica do País, já não precisando de nenhuma ajuda. Pelo contrário, constitui uma iniquidade manter uma situação em que as regiões mais pobres continuam a subsidiar uma das regiões mais ricas.”
(Acabou o tempo da Revolução dos Poetas. Não me digam que vamos construir uma República de Medíocres — sem o tamanho grandioso que deveria ter. Merda!)
Fraternidade de débeis sentimentos inexactos, cada qual com a sua verdade, que só a imaginamos para destruir o sonho injusto dos factos.
Mais não me digam que vai continuar a desistência, este eterno sempre da repetição da mesma coisa, este terror medíocre de sentirmos debaixo dos pés a impossível Ponte que nunca poisa nem poisará em nenhum horizonte.
Manhãzinha cedo, senti acordar-me o sopro da voz ciciada de minha mulher: - O Fafe telefonou de Cascais... Lisboa está cercada por tropas... Refilo, rabugento: - Há? E enrolo-me mais nos lençóis: - É algum golpe militar reaccionário dos «ultras»... Deixa-me dormir. Mas qualquer coisa começou a magoar-me a pele com dentes frios, para me dissuadir de adormecer. E daí a instantes a minha mulher insistiu, baixinho, muito baixinho, com medo de não haver realidade: - Só funciona o Rádio Clube que pede às pessoas que se conservem em casa. Golpe militar? Reaccionário, evidentemente. Como se poderia conceber outra coisa? Levanto-me preparado para o pesadelo de ouvir tombar pedras sobre cadáveres. Espreito através da janela. Pouca gente na rua. Apressada. Tento sintonizar a estação da Emissora Nacional. Nem um som. Em compensação o telefone vinga-se desesperadamente. Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios. A campainha toca cada vez mais forte. Agora é o Carlos de Oliveira. - Está lá? Está lá? É você, Carlos? Que se passa? Responde-me com uma pergunta qualquer do avesso. Às oito da manhã o. Rádio Clube emite um comunicado ainda pouco claro: - Aqui, Posto de Comando das Forças Armadas.. Não queremos derramar a mínima gota de sangue. De novo o silêncio. Opressivo. De bocejo. Inútil. A olhar para o aparelho. Custa-me a compreender que se trate d’e revolução. Falta-lhe o ruído (onde acontecerá o espectáculo?), o drama, o grito. Que chatice! A Rosália, chama-me, nervosa: - Outro comunicado na Rádio. Vem, depressa. Corro e ouço: - ‘Aqui o Movimento das Forças Armadas que resolveu libertar a Nação das forças que há muito a dominam. Viva Portugal! Também pede à polícia que não resista. Mas Senhor dos Abismos!, trata-se de um golpe contra o fascismo (isto é: salazarismo-caetanismo). São dez e meia e não acredito que os «ultras» não se mexam, não resistam, não contra-ataquem! Ou tudo ruirá de podre, sem o brandir de uma bandeira qualquer de heroísmo, um berro, um suicídio, um brado? Nas ruas (avisto da janela da sala de jantar) as mulheres correm com sacos de alimentos. A poetisa Maria Amélia Neto telefona-me: «Não resisti e vim para o escritório». Os revoltosos estão a conferenciar com o ministro do Exército. Na Rádio a canção do Zeca Afonso: Grândola, vila morena... Terra da fraternidade... O povo é quem mais ordena... Sinto os olhos a desfazerem-se em lágrimas. inda assisti, ainda assisti à morte deste maldito meio século de opressão imbecil. Ao mesmo tempo nunca vivi horas mais aborrecidas de espera, de frigorífico, ao som de baladas medíocres, sem lances dramáticos. E não serão assim sempre as verdadeiras revoluções?... interrogo-me. Em silêncio. Sem teatro por fora. Em segredo. Com .pantufas. De súbito, aliás, a Rádio abre-se em notícias. O Marcelo está preso no Quartel do Carmo. A polícia e a Guarda Republicana renderam-se. O Tomás está cercado noutro quartel qualquer. E, pela primeira vez, aparece o nome do General Spínola. Novo comunicado das Forças Armadas. O Marcelo ter-se-ia rendido ao ex-governador da Guiné. (Lembro-me do Salazar: «o poder não pode cair na rua»). Abro a janela e apetece-me berrar: acabou-se! acabou-se finalmente este tenebroso e ridículo regime de sinistros Conselheiros Acácios de fumo que nos sufocou durante anos e anos de mordaças. Acabou-se. Vai começar tudo. A Maria Keil telefonou. O Chico está doente e sozinho em casa. Chora. (Nesta revolução as lágrimas são as nossas ‘balas. Mas eu vi, eu vi, eu vi!...) Antes de morrer a televisão mostrou-me um dos mais belos momentos humanos da História deste povo, onde os militares fazem revoluções para lhe restituir a liberdade: a saída dos prisioneiros políticos de Caxias. Espectáculo de viril doçura cívica em que os presos... alguns torturados durante dias e noites sem fim... não pronunciaram uma palavra de ódio ou de paixões de vingança. E o telefone toca, toca, toca... Juntámos as vozes na mesma alegria. (Só é pena que os mortos não nos possam também telefonar da Morte: o Bento de Jesus Caraça, o Manuel Mendes, o Casais Monteiro, o Redol, o Edmundo de Bettencourt, o Zé Bacelar, Ofélia e o Bernardo Marques, o Pavia, o Soeiro Pereira Gomes e outros, muitos, tantos... Tenho de me contentar com os vivos. Porque felizmente dos vivos poucos traíram ou desanimaram. Resistimos quase todos de unhas cravadas nas palmas das mãos... De repente, estremeço, aterrado. Mas isto de transformar o mundo. só com vivos não será difícil? Saio de casa. E uma rapariga que não conheço, que nunca vi na vida, agarra-se a: mim aos beijos.
Eu sou português aqui em terra e fome talhado feito de barro e carvão rasgado pelo vento norte amante certo da morte no silêncio da agressão.
Eu sou português aqui mas nascido deste lado do lado de cá da vida do lado do sofrimento da miséria repetida do pé descalço do vento.
Nasci deste lado da cidade nesta margem no meio da tempestade durante o reino do medo. Sempre a apostar na viagem quando os frutos amargavam e o luar sabia a azedo.
Eu sou português aqui no teatro mentiroso mas afinal verdadeiro na finta fácil no gozo no sorriso doloroso no gingar dum marinheiro.
Nasci deste lado da ternura do coração esfarrapado eu sou filho da aventura da anedota do acaso campeão do improviso, trago as mão sujas do sangue que empapa a terra que piso.
Eu sou português aqui na brilhantina em que embrulho, do alto da minha esquina a conversa e a borrasca eu sou filho do sarilho do gesto desmesurado nos cordéis do desenrasca.
Nasci aqui no mês de Abril quando esqueci toda a saudade e comecei a inventar em cada gesto a liberdade.
Nasci aqui ao pé do mar duma garganta magoada no cantar. Eu sou a festa inacabada quase ausente eu sou a briga a luta antiga renovada ainda urgente.
Eu sou português aqui o português sem mestre mas com jeito. Eu sou português aqui e trago o mês de Abril a voar dentro do peito.
I don't know how to love him, What to do, how to move him. I've been changed, yes, really changed. In these past few days when I've seen myself I seem like someone else.
I don't know how to take this I don't see why he moves me. He's a man, he's just a man. And I've had so many men before In very many ways: He's just one more
Should I bring him down? Should I scream and shout? Should I speak of love - let my feelings out? I never thought I'd come to this - what's it all about?
Don't you think it's rather funny I should be in this position? I'm the one who's always been
So calm, so cool, no lover's fool Running every show He scares me so.
I never thought I'd come to this - what's it all about
Yet, if he said he loved me I'd be lost, I'd be frightened. I couldn't cope, just couldn't cope.
I'd turn my head, I'd back away, I wouldn't want to know - He scares me so. I want him so. I love him so.
Aquele que partiu Precedendo os próprios passos como um jovem morto Deixou-nos a esperança.
Ele não ficou para connosco Destruir com amargas mãos seu próprio rosto Intacta é a sua ausência Como a estátua dum deus Poupada pelos invasores duma cidade em ruínas
Ele não ficou para assistir À morte da verdade e à vitória do tempo
Que ao longe Na mais longínqua praia Onde só haja espuma sal e vento Ele se perca tendo-se cumprido Segundo a lei do seu próprio pensamento
dizem que em sua boca se realiza a flor outros afirmam: a sua invisibilidade é aparente mas nunca toquei deus nesta escama de peixe onde podemos compreender todos os oceanos nunca tive a visão de sua bondosa mão
o certo é que por vezes morremos magros até ao osso sem amparo e sem deus apenas um rosto muito belo surge etéreo na vasta insónia que nos isolou do mundo e sorri dizendo que nos amou algumas vezes mas não é o rosto de deus nem o teu nem aquele outro que durante anos permaneceu ausente e o tempo revelou não ser o meu
Que música escutas tão atentamente que não dás por mim? Que bosque, ou rio, ou mar? Ou é dentro de ti que tudo canta ainda? Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui, mas tenho medo, medo que toda a música cesse e tu não possas mais olhar as rosas. Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória. Com que palavras ou beijos ou lágrimas se acordam os mortos sem os ferir, sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem, parcimoniosamente, no meio de sombras? Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura, sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim.
Farto de ser o culpado sem ter culpa de nada Ser rejeitado farto de conversa fiada Farto deste sistema de merda que nos engole Farto destes políticos a coçar colhões ao sol Farto de promessas da treta Sobem ao poder metem as promessas na gaveta Farto de ver o país parado como uma lesma Ver as moscas mudarem e a merda ser a mesma Farto de os ver saltar quando os barcos naufragam Quanto mais tiverem melhor , menos impostos pagam Farto de rir quando me apetece chorar Farto de comer calado e calado ficar Farto das notícias na televisão Farto de guerras , conflitos ,fome e destruição Farto de injustiças , tanta desigualdade Cegos sao os que fingem que não veem a verdade E eu tou farto...
Racismo, Guerra, Injustiça , Fome, Desemprego , Pobreza E eu tou farto Mentiras, Traiçao, Inveja, Cinismo, Maldade, Tristeza E eu tou farto Racismo, Guerra, Injustiça , Fome, Desemprego , Pobreza E eu tou farto Mentiras, Traiçao, Inveja, Cinismo, Maldade, Tristeza Já chega...
Farto de miséria , o povo na pobreza Uns deitam a comida fora , outros não a tem á mesa Farto de rótulos , estigmas e preconceitos Abrir os olhos e ver não temos os mesmos direitos Farto de mentiras , farto de tentar acreditar Farto de esperar sem ver nada a melhorar Farto de ser a carta fora do baralho Farto destes cabrões neste sistema do caralho
Ver roubar o que é nosso , impávido e sereno Ser acusado de coisas que eu próprio condeno Farto de ser político quando só quero ser mc Nao te iludas ninguém quer saber de ti Todos falam da crise mas nem todos a sentem Muitos com razao, mas muitos deles apenas mentem Crimes camuflados durante anos a fio Tavam lá todos eles mas ninguém viu Nao foi ninguém, ninguém fez nada, E se por acaso perguntarem ninguém diz nada Farto de ver intócaveis sairem impunes Dizem que a justiça é para todos mas muitos sao imunes Dois pesos, duas medidas Fazem o que fazem seguem com as suas vidas Para o povo nao há facilidades E os verdadeiros criminosos do lado errado das grades
334ª medida – Informatização das estruturas do Partido Socialista de modo a simplificar o processo de adesão, alteração de dados e comunicação privilegiada com os militantes.
À Atenção dos candidatos e pseudo-candidatos, eleitos e reeleitos, das estruturas do Partido Socialista
É incrível, mas apesar do Plano Tecnológico, ainda há Federações (exemplo, a Distrital do Porto) e Concelhias (exemplo, a de Gondomar) que não possuem um simples “site”. É caso para dizer “em casa de ferreiro, espeto de pau”.
Nós sabemos que um computador custa mais ou menos 1.000 euros e o custo da Internet ronda os 35 euros mensais, mas se, os subsídios de desemprego e doença, bem como as pensões de reforma vão poder ser requeridos online …
Preocupado com as audiências, o André Portelinha, camarada de blog, colocou o post anterior que feriu (?) ou pode ser susceptivel de ferir (?!...) as sensiblidades de um nicho do público-alvo deste cantinho à beira rio plantado (gostei deste cadinho de prosa).
Apresentamos desculpas e pedimos a máxima compreensão. Comunicamos que não se voltará a repetir a graça, a não ser que democraticamente decidida por nós, vós, elas …
No jogo de ontem, Benfica-Barcelona, terá sido mão na bola ou bola na mão num lance na grande área do Barcelona em que os protagonistas foram o Simão e o Motta ?
Após o treino de 45m (1ª parte) que o Benfica proporcionou aos avançados do Barcelona, ontem, na catedral, Ronald Koeman foi peremptório ao afirmar que para a próxima época não contratará nenhum dos atacantes do Barça, pois o SLB já possui no plantel jogadores com as mesmas características, como por exemplo, o MARCEL.
Já Moretto estava surpreendido com a força das rezas que proferiu no início, quer da 1ª quer da 2ª parte, pois, disse, nunca ter visto tantos anjinhos à frente e, a determinada altura, sentiu-se um deles, tendo até a estranha sensação que possuía asas.
Por sua vez Laurent Robert afirmou que nunca se tinha divertido tanto, pois enquanto lia sentado o “Inimigo Público”, admirou o Rocha a “secar” o melhor do mundo”.
Por fim, a equipa de juízes estava maravilhada com a intensidade da luz da Catedral, pois em determinadas alturas era tanta, que ficavam encandeados, como por exemplo: - num fora-de-jogo assinalado a Miccoli, - numa mão dentro da área do Barcelona, - numa placagem a Simãozinho quando este se isolava…
Só visto !...
P.S.- Ena pá, com tantos pois, és comentador desportivo ?!...
Sócrates prometeu 150 000 novos postos de trabalho em quatro anos. Ele conseguiria mais do que isso em muito menos tempo,apenas com três palavras: legalização da prostituição.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! é ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te assim perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!
O Egídio César nasceu em Angra do Heroísmo. Foi morar para Gondomar quando tinha 2 meses. Aos 2 anos de idade foi vítima de um crime que ficou impune. Contamos-lhe o sucedido e apelamos à consciência...
Irreversivelmente paralisado e com uma incapacidade de 100% a justiça nada fez para compensar os pais que se vêm a braços com inúmeras dificuldades e carências.
Em 2002 a Câmara Municipal de Gondomar disse à RTP que até Agosto desse ano resolveria o problema da habitação.
Até agora nada foi resolvido. O Egídio César tem actualmente16 anos.
O pai criou uma associação, a Associação Egídio César, uma instituição sem fins lucrativos, vocacionada para a defesa dos direitos e prestação de cuidados de recuperação a deficientes profundos.
A primeira iniciativa para angariação de fundos, de forma ao projecto poder avançar, foi realizada em Dezembro passado e contou com a colaboração da Associação Artística de Gondomar (ARGO): uma venda de Natal/2005 com cerca de dez obras.
Egídio Sá ainda não pediu apoio à autarquia de Gondomar, porque “há uns anos depois de ir a uma reunião de câmara, fizeram o levantamento familiar” mas nunca deram nenhuma resposta.
Por isso vimos por este meio pedir a quem quiser e puder ajudar para visitar o site Associação Egídio César
QUEM SÁVEL E LAMPREIA APRECIAR, GONDOMAR DEVE VISITAR
Termina no próximo dia 26, a 15ª Edição da Festa do Sável e da Lampreia, um excelente momento de promoção da indústria da restauração gondomarense, que está a decorrer desde 25.Fevereiro, e que teve o ponto alto no passado fim-de-semana com a realização pelo segundo ano consecutivo, do Fim de Semana do Sável e da Lampreia, com a atribuição dos prémios do Concurso “Lampreia à Bordalesa e Sável Frito”, no Auditório Municipal de Gondomar, com a presença do presidente da Confraria do Sável e da Lampreia.
Melhor Sável Frito de 2006 1º prémio - Restaurante Bom Retiro 2º prémio - Restaurante 3MMM 3º prémio - Restaurante Cantinho das Manas
Melhor Lampreia à Bordalesa de 2006 1º prémio - Restaurante Choupal dos Melros 2º prémio - Restaurante Casa Lindo 3º prémio - Restaurante Estrelas do Douro
Paralelamente, decorreu, para o público, um concurso da melhor frase, ilustrativa da Festa do Sável e da Lampreia em Gondomar, sendo consideradas as melhores: “Quem Sável e Lampreia apreciar, Gondomar deve visitar” e “Se Lampreia queres provar e Sável saborear, não te esqueças de passar, em Março, por Gondomar”
De referir que a dose de Lampreia está ao preço especial de 20 euros…
“As pessoas que mais admiro são aquelas que melhor divergem da minha pessoa. Claro está, só se diverge de outrem dentro do que nos é comum. Porque há quem nada tenha de comum connosco, nem sequer a própria existência e a mesma humanidade. E não esqueçamos que o espaço e o tempo são aparências por nós fabricadas para dar passo ao espírito e não lenha para nos queimarmos. Ao mesmo tempo e no mesmo espaço podem juntar-se as pessoas mais alheias entre si e como não acontece na História em tempos e espaços diferentes. A universalidade humana é tão vária que pode um satisfazer inteiramente a sua e sem que lhe passe sequer pela cabeça a de outro que satisfaça também completamente a dele. O tempo de cada qual é o justo para si. Não é dado a ninguém a ocasião da polícia do tempo de outrem. De modo que à porta da nossa intimidade havemos de pôr a admiração por aquele que vai entrar, tanto em quanto diverge como em quanto coincide connosco. Por outras palavras: não vale mais o nosso mistério do que o de outro qualquer. Só o mistério chega inteiro ao fim. “
Não se pode exprimir por palavras a dor de um pai e de uma mãe ao perder o que de mais precioso têm na vida, o seu filho. Não existem palavras que traduzam o desespero e o sofrimento de uma criança a quem lhe é roubado o mundo em que vive. Não queremos nem podemos ser indiferentes a toda esta infelicidade que nos rodeia, se cada um de nós der um pouco do seu tempo, do seu trabalho e da sua força podemos mudar algo. O nosso pouco pode levar muita esperança aos que dela vivem. Desenvolvemos alguns cartões que poderá colocar facilmente no seu site pessoal, comercial ou blog. Estes cartões têm fotografias e informações de crianças desaparecidas em Portugal. A internet é um poderoso recurso no combate a este tipo de problemas. Juntos poderemos levar estes rostos a milhares de pessoas. Não permita que estas crianças caiam no esquecimento. Colabore! “
Amigos da blogosfera, não se esqueçam de participar nesta campanha.
Não só quando estamos sós, a solidão é Tudo o que nos resta. Quando somos muitos, Num convívio, num meeting, numa festa, E nada nos prende, nada se troca sem darmos, A solidão é, ainda mais, Tudo o que nos resta. A vida, assim, não presta, não é nada. É uma vida parada. Existir, sim, mas também viver, ser gente. Dar vida a quem não tem um jardim, De repente, É urgente!
Meninos da Escola da Triana, em Rio Tinto, apostam na recuperação de colega e procuram donativos através da venda de senhas
O arroz de lulas foi desaparecendo dos pratos. O dia, no ATL da Associação Mãos Dadas, em Rio Tinto, Gondomar, era de laranja à sobremesa, sinal de mais tempo gasto na hora de almoço. A educadora Susana Almeida bateu palmas, apressando os mais lentos. Em vão. O alvoroço ia alto demais para a obediência."Dez minutos", clamou Susana. Estava dado o tempo para a busca da fama. Tiago Tavares era a vedeta, mas todos queriam falar dele, com ele, a favor dele.
Na cadeira de rodas, o menino sorria, corado pela timidez e por tanto mimo. A seu lado, a mãe, Laura Cristina , repartia olhares de carinho. O coro de bocas pequenas revelava corações grandes. Falava-se de solidariedade. No meio de palavras amigas, os pedidos repetiam-se "Vai uma rifa? É por uma boa causa. É para que o Tiago possa correr e brincar connosco". A senha custa um euro. A lição dada pelos meninos da Escola da Boucinha, na Triana, em Rio Tinto, Gondomar, essa, não tem preço.
Há uma semana que os alunos da escola andam numa roda-viva para conseguirem emagrecer o lote de dez rifas a favor de Tiago. O dinheiro destina-se a ajudar na recuperação da criança, com paralisia motora desde os 15 meses, sem causa médica apontada.
A iniciativa partiu da Associação de Pais da escola e junta-se a outras acções solidárias que, desde 2004, vão dando força e capacidade de luta a Laura Cristina, mãe de Tiago e do seu irmão gémeo, Hugo. Desta feita trocam-se alguns euros pela perspectiva de ganhar um cabaz com enchidos e vinhos tradicionais, a sortear pela Lotaria do Carnaval.
A Associação Mãos Dadas entrou na cadeia e no ATL ninguém esconde que ficaria feliz se, um dia destes, Tiago vier a largar a cadeira de rodas . Para isso, precisa de fisioterapia e, sobretudo, de alguém que, com conhecimentos clínicos, se disponha a estudar porque as pernas do menino paralisaram. Para isso, é preciso dinheiro e portas abertas.
"Vou onde for preciso para que o meu filho não seja um deficiente. Ele é inteligente, bom aluno, um menino bom ", diz Laura Cristina, anos passados em hospitais do Porto, em Coimbra, na Suiça e em Guimarães em busca de respostas para uma pergunta apenas por que não mexem as pernas de Tiago?
Até aos 12 meses, Tiago foi uma criança normal. "Até era mais desenvolvido que o irmão". Nascidos de cesariana, com 35 semanas de gestação,os gémeos não necessitaram, sequer, de ir para incubadora. "Eram perfeitos".
Tiago gatinhou e chegou a equilibrar-se em tentativas de começar a andar. Porém, nunca o fez. Aos 15 meses, partiu para visitas a médicos e a hospitais. E são tantas que Laura Cristina já perdeu a conta. A esperança é que não.
"Primeiro, falaram em paralisia cerebral. Mas nada foi detectado a nível neurológico. Agora, nada fundamenta a causa da paralisia motora que tem. Resta a fisioterapia e a natação, tratamentos que consigo pagar graças aos muitos amigos que tenho em Rio Tinto, em Alfena e em outros lados", afirma, acrescentando que "essa solidariedade lhe dá forças para não desistir".
Como não desistem os colegas de Tiago. "Vai uma rifa? É por uma boa causa", vão apregoando até conseguir vencer na troca de um papel por um euro.
Pois é. Sou Benfica. Apesar do post sobre a gripe, eu sou benfiquista, sim senhor. Espero que o antídoto Liverpool se mantenha, pelo menos, até às 22h de hoje. Ser benfiquista é ...
Chegaste de mansinho docemente Bateste à porta do meu mundo levemente Olhaste à volta e viste desilusão desânimo Sorriste e ofereceste os braços abertos O caminho era árido mas aceitaste a caminhada Unimos as mãos e subimos a íngreme escada...
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Ama a vida sorve-a de um só trago com a vertigem de quem corre em busca de madrugadas arrastadas por sussurros e murmúrios vindos de um coração do tamanho do universo aberto para um afecto que poderá ser eterno.
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As estrelas fazem riscos fundos nos céus Ficam rastos intocáveis que só agarramos quando Deus chega mais perto de nós.
INFELIZMENTE NÃO HÁ LUAR NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE GONDOMAR
Depois de ter sido aprovada moção, por iniciativa do Bloco de Esquerda, de homenagem ao cantautor ZECA AFONSO, exemplo de luta e integridade, por maioria (só houve dois votos contra), a ser enviada aos órgãos de comunicação social e à viúva, eis que, fundiu a “luz” ao Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Gondomar que recusou moção de censura apresentada pelo Partido Socialista exigindo que o presidente da Câmara, Valentim Loureiro, o vice-presidente José Luís Oliveira e o vereador Castro Neves, suspendam o mandato, em virtude da acusação dos autarcas no âmbito do processo Apito Dourado, "sob pena da credibilidade do Município ser colocada em causa".
Após acesa discussão e não vislumbrando “luar”, os deputados municipais do PS, CDU e Bloco de Esquerda, que entretanto associaram-se à moção de censura, abandonaram os trabalhos como forma de protesto.
Dia 24.Fevereiro (Sexta-Feira) vai ter lugar a apresentação pública do livro “CINCO ENTERROS DO JOÃO”, editado pela Arca das Letras, da autoria de Fina d’Armada, João Carlos Brito, Joaquim Marinho, Onofre Varela e Vítor da Rocha, pelas 21h30, no Parque Nascente (junto à Zara), com o patrocínio da Junta de freguesia de rio Tinto.
A anteceder a apresentação do livro, pelas 21h, no mesmo espaço, haverá uma simulação do “Enterro do João” por formandos finalistas de Animação Sócio-Cultural da Escola Profissional de Gondomar.
É já na próxima Sexta-feira, 24 de Fevereiro: 2 sessões - 15h00 e 21h30
Apresentação da peça Felizmente Há Luar! , de Luís de Sttau Monteiro, no Auditório Municipal de Gondomar Bilhetes à venda no PBX da ESG (apenas 2 luares!)
Contactos: Escola Secundária de Gondomar Largo Luís de Camões - 4420-183 Gondomar Telefone 22 483 04 08 | Fax 22 483 52 37 Correio Electrónico esgondomar@mail.prof2000.pt
O 2 Dedos de Prosa e Poesia adere ao desafio proposto pelo Troll Urbanode comemorar ”Um dia com o Zeca”, quinta-feira ,dia 23 de Fevereiro, dia da partida (já lá vão 19 anos) deste grande compositor, músico e lutador.
... “Deixo-vos, portanto, aqui uma proposta. Uma proposta que a ser concretizada colocará o Zeca pertinho de todos nós